Definitivamente, não faltaram opções a Mitch Evans. O ex-piloto da Jaguar foi cobiçado por diferentes equipes antes de escolher seu destino. Segundo o site The Race, Lola e Nissan demonstraram interesse no maior vencedor da história da categoria, enquanto a Porsche chegou a negociar com seus representantes antes do acordo com a Opel se concretizar.
De todas as equipes, a Lola parece ter sido a que mais precisava de um plano B. Em meio às incertezas para montar sua dupla para a Gen4, após Lucas di Grassi anunciar a aposentadoria e Zane Maloney possivelmente estar em negociações avançadas com a Nissan, a fabricante britânica foi atrás de Evans e chegou a apresentar uma proposta. No fim, porém, a Stellantis apareceu com uma oferta mais atraente e levou o neozelandês para casa, deixando a Lola com mais uma peça para reorganizar no quebra-cabeça.
A Porsche também tentou. Embora não tenha chegado a uma proposta formal, a fabricante alemã conversou com os representantes de Mitch, Mark Webber e Matthieu Michel, em um movimento que reforça o peso do piloto no mercado. A equipe ainda trabalhava com a possibilidade de uma segunda operação de fábrica para a Gen4, enquanto a Kiro assumiria o papel de cliente. Evans, portanto, chegou a ser uma opção antes que os planos tomassem outro rumo.
A Nissan também não ficou de fora da dança. Com a saída de Norman Nato, a marca japonesa entrou no processo de definição de sua dupla para a nova era da Fórmula E e também conversou sobre o neozelandês. A fabricante terá a Andretti como equipe cliente na nova era da categoria e já acumulava experiência no desenvolvimento e nos testes do novo carro, além de contar com uma estrutura que poderia tornar o projeto atraente para um piloto com a experiência do piloto.
A movimentação, no entanto, deixa uma coisa bastante clara. Mitch Evans estava longe de ser um nome qualquer no mercado. Aos 32 anos, o automobilista encerrou uma passagem de dez temporadas pela Jaguar como o maior vencedor da história da Fórmula E, com 16 triunfos, além de dois vice-campeonatos. O título pode ter escapado algumas vezes, mas aparentemente isso não foi suficiente para diminuir seu valor na hora de bater na porta das equipes.
O cenário também ajuda a explicar a escolha pela Opel. Em abril, o The Race apontou que Evans vinha conversando com a maioria das equipes do grid desde o fim de 2025. No fim das contas, foi a Stellantis que conseguiu convencê-lo. A equipe recém-chegada oferecia ao piloto a chance de assumir o protagonismo de um projeto novo justamente no início da era Gen4, com a possibilidade de ajudar a construir uma equipe praticamente do zero, podendo adaptar o carro conforme a sua necessidade.
A escolha ainda pode representar uma oportunidade de ampliar sua atuação dentro da Stellantis. O acordo com a Opel é de dois anos com opção por uma terceira temporada e pode abrir futuramente a possibilidade de Mitch disputar provas de endurance pela Peugeot, embora isso não esteja previsto para 2027.