A FIA voltou a se posicionar contra os ataques nas redes sociais direcionados a integrantes da Fórmula 1. Após o Grande Prêmio da Holanda, os comissários responsáveis por aplicar punições durante a prova foram alvo de mensagens de abuso depois de tomarem decisões consideradas controversas por parte dos fãs.
Em comunicado divulgado pela United Against Online Abuse (UAOA), iniciativa criada pela própria FIA para combater a violência virtual no esporte, a entidade condenou qualquer forma de abuso ou assédio. A organização destacou que discordar de uma decisão faz parte do esporte, mas não pode servir como justificativa para ameaças ou ataques pessoais.
O episódio acontece em um momento no qual o problema voltou a ganhar força dentro da Fórmula 1. A FIA lembrou que a UAOA foi criada em 2023, depois que um de seus comissários sofreu ataques direcionados após o GP dos Estados Unidos.
A entidade também reforçou que a campanha não deve proteger apenas os oficiais. Pilotos e outros profissionais do paddock continuam sendo alvos frequentes de mensagens de ódio, algo que Franco Colapinto já havia cobrado publicamente.
Em maio de 2025, após Yuki Tsunoda ser alvo de ataques nas redes sociais depois de um incidente com Colapinto durante o GP da Emilia-Romagna, o argentino pediu que seus próprios torcedores respeitassem os adversários. Na ocasião, a FIA também se manifestou e Mohammed Ben Sulayem declarou apoio aos dois pilotos, condenando o abuso.
Mais recentemente, em agosto deste ano, Colapinto voltou a falar sobre o assunto e defendeu que pilotos e fãs precisam ajudar a estabelecer limites para os ataques virtuais. O argentino afirmou que os atletas também devem ter responsabilidade sobre a forma como se comunicam, já que suas declarações podem alimentar reações nas redes sociais.
Online abuse, harassment and disrespect have no place in our sport. #UAOA #FIA pic.twitter.com/6WlQN7tdl4
— FIA (@fia) August 25, 2026
A própria FIA ampliou a campanha neste ano com o primeiro United Against Online Abuse Day, realizado em julho, reunindo Colapinto, Kimi Antonelli, Fernando Alonso e Esteban Ocon em uma ação contra o abuso virtual.
Agora, com os comissários passando a ser o alvo, a mensagem da entidade é de que a paixão pela Fórmula 1 não pode ultrapassar os limites do respeito, independentemente de a pessoa atacada ser piloto, integrante de equipe ou oficial responsável por aplicar o regulamento.