Todo jogador de futebol se prepara a carreira inteira para atingir o ápice de disputar uma Copa do Mundo defendendo a seleção de seu pais, certo? Djalminha era nome certo do técnico Luiz Felipe Scolari para a disputa do Mundial de 2002, que foi realizado na Coreia do Sul e Japão. Mas uma pisada de bola, às vésperas da competição pôs tudo a perder, assim como aconteceram nos casos de Romário e Renato Gaúcho. Vejam os casos na Seleção brasileira perto da Copa do Mundo.
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Djalminha, que naquela época atuava pelo La Coruña, da Espanha, ficou irritado pela marcação de um pênalti, do auxiliar Paco Melo, contra a sua equipe no treino. Bastante nervoso, Djalminha não pensou duas vezes e, na época, deu uma cabeçada no técnico Javier Irureta.
E antes da agressão, o jogador impediu várias vezes a cobrança do pênalti. Quando alguém colocava a bola para efetuar o lance, o atacante chutava para longe.
Quando o técnico interveio e tentou tirar Djalminha de perto, o jogador deu-lhe uma cabeçada que não chegou a derrubá-lo. O lance gerou protestos de vários torcedores que acompanhavam o treino coletivo. Um deles, mais exaltado, tentou agredir o jogador com um guarda-chuvas na saída do campo, enquanto que seus companheiros de time evitaram a continuação da confusão.
A agressão de Djalminha foi parar na manchete dos jornais do mundo todo. E, no dia que o fato chegou a Luiz Felipe Scolari, o técnico da Seleção brasileira, na época não pensou duas vezes em não chamá-lo. Para o seu lugar, Kaká foi convocado e no final sagrou-se pentacampeão.
O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, que na época era executivo da Nike, e muito próximo da Seleção brasileira, escreveu um livro sobre as suas memórias do pentacampeonato brasileiro e contou o episódio.
"Quando vinha ao Rio de Janeiro, Scolari jantava e dormia na minha casa algumas vezes. Um dia me ligou para dizer que já havia feito a lista dos 23 jogadores para a Copa do Mundo e queria me mostrar. Quando chegou a minha casa, lembro que estávamos na sala e liguei a televisão no canal da TVE Internacional. Foi justamente neste momento que foi exibida uma reportagem com a cabeçada que Djalminha deu no seu técnico Irureta. Ficamos paralisados e Scolari se levantou e disse: "P.. que pariu! Acaba de cair um dos meus jogadores. Já não posso convocá-lo, como vou chamar um jogador que faz isso com seu técnico, um colega meu". Ali, na minha casa, Djalminha caiu da lista e se incorporou Kaká, na época no São Paulo", escreveu Rosell no livro.
Romário
Em 1998, quando o Brasil foi vice-campeão perdendo a final para a França, o técnico Zagallo deixou Romário de fora. Na época, o treinador alegou que ele estava com uma lesão na panturrilha e não convocou o craque. Romário respondeu que estava 100% fisicamente e culpou a comissão técnica pelo corte, especialmente Zico, então coordenador-técnico e Zagallo. O volante Emerson foi chamado no lugar do atacante e foi tetracampeã, em 1994.
Apesar do corte não ter sido justificado por um caso de indisciplina, o episódio ficou marcado por se tratar de um ídolo recente da Seleção que havia sido o protagonista da conquista da edição anterior da Copa do Mundo.
Renato Gaúcho
Um dos casos mais famosos de indisciplina aconteceu antes da Copa do Mundo de 1986, a ser realizada no México. Dessa vez o entreveiro envolveu Renato Gaúcho. Ao lado do lateral Leandro, que também era um nome frequente em convocações da Seleção brasileira, o atacante saiu para uma 'noitada' e chegou atrasado para uma concentração.
O técnico da época, Telê Santana, não teve dúvidas e deixou Renato de fora às vésperas da viagem para o México. Em solidariedade ao amigo, o lateral Leandro optou por não viajar e também ficou de fora da lista final.