F1 2026: Alonso descarta melhorias a curto prazo e Aston Martin prega paciência

Espanhol só espera novidades de peso no carro após a 14ª etapa. Chefe da Aston Martin prefere focar em extrair o máximo do pacote atual

6 mai 2026 - 06h34
Foto: Aston Martin F1 / Reprodução

O tão aguardado salto de desempenho da Aston Martin na temporada de 2026 da Fórmula 1 ainda vai demorar a acontecer. Segundo Fernando Alonso, as próximas grandes atualizações no carro da equipe devem chegar apenas após as férias de verão da categoria, por volta da 14ª etapa. Enquanto isso, a chefia da equipe minimiza a urgência por novas peças e busca focar na execução nas pistas para extrair o máximo de rendimento do equipamento atual.

No retorno da Fórmula 1 após uma pausa de um mês no calendário, a Aston Martin chamou a atenção por ser a única equipe a não apresentar novidades aerodinâmicas no documento oficial de atualizações da FIA. O foco de curto prazo do time esteve concentrado estritamente em reduzir o peso do carro e solucionar os problemas de vibração do motor Honda, dor de cabeça que foi aliviada após testes animadores nas instalações de Sakura, no Japão.

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De acordo com Alonso, o processo de desenvolvimento da equipe de Silverstone exige cuidado para não atropelar as etapas. "Enquanto você não entende os problemas e não os soluciona um a um, é difícil ganhar confiança nos próximos passos para melhorar o desempenho", explicou o bicampeão mundial. Ciente de que o cenário não terá grandes alterações a curto prazo, o espanhol ressaltou o papel de blindar o clima nas garagens ao lado de Lance Stroll: "Como pilotos, quando chegamos no fim de semana e vemos que a situação é a mesma, e que vai continuar igual durante os próximos meses, trata-se de manter a calma entre todos".

Questionado especificamente sobre quando o próximo degrau na performance do carro seria alcançado, Alonso foi direto e limitou as expectativas dos fãs: "Acredito que depois do verão, não antes da 14ª corrida ou algo assim. Então, ainda temos um longo caminho a percorrer".

Em contrapartida, o chefe da Aston Martin, Mike Krack, adotou um tom mais apaziguador sobre a falta de peças novas e defendeu a estratégia adotada. Para o dirigente, a equipe já contabilizou vitórias internas importantes ao consertar rapidamente os defeitos graves do início da temporada. "Demos passos na confiabilidade, na redução da vibração e na dirigibilidade. Já vimos melhorias bastante substanciais até agora", avaliou.

Krack também justificou a decisão de aguardar por um pacote mais robusto de atualizações, concentrando os esforços operacionais no material que já têm em mãos ao invés de buscar ganhos mínimos semana após semana.

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"Temos que reconhecer qual é a estratégia e o plano. Nosso trabalho aqui na pista é tirar o máximo proveito do que temos e podemos afirmar com segurança que não estamos no máximo em tudo", explicou Krack. "Na execução da corrida fomos bem, mas poderíamos ter feito melhor. O mesmo se aplica à gestão de energia. Temos muito a extrair do nosso pacote atual da forma como ele está neste momento. É importante mantermos todos motivados para trabalhar nisso e, só então, aguardar a chegada do próximo passo", concluiu o dirigente.

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