Nano da Silva Ramos, pioneiro da F1, morre aos 100 anos

Terceiro brasileiro na F1, Nano da Silva Ramos marcou época e foi recordista de pontos do país por anos no Mundial

5 mai 2026 - 17h02
Hermano da Silva Ramos em 2013, ao receber homenagem da Gordini, na França, por ter sido piloto oficial da antiga equipe na Fórmula 1
Hermano da Silva Ramos em 2013, ao receber homenagem da Gordini, na França, por ter sido piloto oficial da antiga equipe na Fórmula 1
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

O automobilismo se despediu nesta semana de Nano da Silva Ramos, que faleceu na segunda-feira (4), em Biarritz, na França, aos 100 anos. Considerado um dos pioneiros do Brasil na Fórmula 1, ele foi o terceiro piloto do país a disputar o Mundial, abrindo caminho para gerações que viriam depois.

Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1955, pela equipe Gordini, em um período marcante e desafiador do esporte.

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O principal resultado na categoria veio no tradicional GP de Mônaco de 1956, quando terminou na quinta colocação e somou dois pontos, desempenho que o colocou, por muitos anos, como o brasileiro com mais pontos na história da F1 até a ascensão de novos nomes nas décadas seguintes.

Hermano Silva ao lado de Ayrton Senna
Foto: Arquivo pessoal / Reprodução

Além da Fórmula 1, Nano também teve passagens importantes por provas de endurance, incluindo as 24 Horas de Le Mans, e chegou a competir pela Ferrari no fim dos anos 1950. Sua carreira foi impactada por tragédias da época, o que contribuiu para um afastamento precoce das pistas.

Ele se aposentou definitivamente do automobilismo em 1960, aos 35 anos, após uma última corrida no Brasil. Desde então, viveu na França, longe dos holofotes, mas sempre lembrado como parte fundamental da história do esporte a motor.

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