Mesmo com o domínio nas primeiras etapas da Fórmula 1, a Mercedes ligou o sinal de alerta após o GP de Miami e admitiu publicamente um problema que pode comprometer a disputa pelo título.
A equipe venceu as quatro primeiras corridas do ano, três com Kimi Antonelli e uma com George Russell, mas viu a distância entre os carros das rivais McLaren, Red Bull e Ferrari diminuir nas últimas corridas.
O chefe da equipe, Toto Wolff, foi direto ao assumir a responsabilidade e criticar o desempenho da própria Mercedes.
“Não é justo e é inaceitável que coisas assim aconteçam se você quer ganhar um título mundial. Precisamos resolver isso. É um problema da equipe, não dos pilotos.”
Em Miami, tanto Antonelli quanto Russell perderam posições logo na largada, repetindo um padrão que já vinha sendo observado ao longo da temporada.
O caso do jovem italiano chama mais atenção. O piloto teve dificuldades tanto na Sprint quanto na corrida principal, com problemas ligados à tração e ao comportamento da embreagem.
Mesmo após trabalhar durante a pausa no calendário para melhorar os procedimentos de largada, incluindo treinos específicos, os avanços não foram suficientes para eliminar as falhas.
Wolff reforçou que a responsabilidade é totalmente da equipe, citando falhas na leitura da aderência da pista e no fornecimento das ferramentas ideais para os pilotos.
“Não estamos fazendo um bom trabalho em dar a eles o que precisam, seja na embreagem ou na avaliação da pista.”
Segundo o dirigente, a margem de vantagem da Mercedes já não permite esse tipo de erro, especialmente com a aproximação das concorrentes diretas.
“Somos os únicos que não conseguimos acertar isso nas primeiras corridas. Precisamos entender e corrigir rapidamente, porque nossa vantagem diminuiu. Não podemos continuar assim.”