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Vivo acelera lucro em 17%, atinge maior crescimento do EBITDA em quase três anos e amplia aposta em IA e serviços digitais

Operadora encerra o 2º trimestre com lucro de R$ 1,6 bilhão, receita recorde de R$ 15,8 bilhões e reforça estratégia baseada em pós-pago

28 jul 2026 - 10h49
Christian Gebara, CEO da Vivo
Christian Gebara, CEO da Vivo
Foto: Mobile Time

A Vivo encerrou o segundo trimestre de 2026 mantendo uma trajetória de expansão que combina crescimento da base de clientes, aumento da rentabilidade e maior participação de receitas provenientes de serviços digitais. O lucro líquido da companhia chegou a R$ 1,6 bilhão entre abril e junho, alta de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 7,6%, para R$ 15,8 bilhões.

O desempenho foi sustentado por três pilares que vêm guiando a estratégia da operadora: expansão do pós-pago, crescimento da fibra óptica e fortalecimento do ecossistema de serviços digitais. O resultado também se refletiu na rentabilidade. O EBITDA atingiu R$ 6,6 bilhões, crescimento de 10,9% --o maior avanço registrado pela companhia nos últimos 11 trimestres-- elevando a margem para 41,8%.

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"Encerramos o trimestre com crescimento consistente de receita e aumento da rentabilidade, resultado de uma estratégia que combina a melhor conectividade, investimentos contínuos e diversificação de receitas. Mantemos a liderança em fibra e 5G, enquanto os serviços digitais e os novos negócios seguem ganhando escala e relevância", afirmou Christian Gebara, presidente da Vivo.

O resultado mostra uma empresa que continua ampliando sua liderança em infraestrutura enquanto acelera sua transformação em uma plataforma de serviços, reduzindo gradualmente a dependência da receita tradicional de telecomunicações.

Rentabilidade cresce com expansão de receita em diferentes frentes

Durante a teleconferência de resultados, Gebara atribuiu o desempenho ao crescimento simultâneo das principais linhas de negócio da empresa: avanço das receitas móveis, expansão da fibra, crescimento dos serviços corporativos e aumento das vendas de smartphones, o que cria uma base sólida para a evolução da rentabilidade.

"São vários fatores. O principal é um crescimento importante da receita em praticamente todas as linhas de negócio. Essa combinação contribui de maneira muito positiva para a evolução do EBITDA", explicou. 

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Além da expansão operacional, a companhia aumentou em 6,1% os investimentos, que somaram R$ 2,6 bilhões no trimestre. Os recursos foram direcionados principalmente para a expansão das redes móvel e fixa.

Hoje, a Vivo oferece cobertura 5G em 978 municípios, alcançando mais de 73% da população brasileira, enquanto sua rede de fibra chegou a 32 milhões de domicílios cobertos, mantendo a maior infraestrutura do país.

Pós-pago segue como principal motor de crescimento

O segmento móvel continua sendo a principal fonte de receita da companhia. No trimestre, a receita de serviços móveis atingiu R$ 10,2 bilhões, alta de 6,6%. Desse total, R$ 8,9 bilhões vieram do pós-pago, que avançou 7,9% e passou a representar 87% de toda a receita móvel da Vivo.

A base pós-paga chegou a 73,2 milhões de acessos, crescimento anual de 6,9%, enquanto o ARPU (receita média por usuário) alcançou R$ 53,90.

Para Gebara, o crescimento não depende apenas da migração de clientes entre planos. "A Vivo apresenta vários meses seguidos de portabilidade positiva. Existe espaço para continuar crescendo, mas o principal é aumentar a vida útil do cliente, oferecendo mais produtos para a mesma base."

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De acordo com o executivo, a estratégia combina planos convergentes, seguros, aparelhos, serviços digitais e soluções financeiras.

Fibra amplia liderança e reduz churn

A operação de banda larga também manteve ritmo acelerado. A receita da fibra cresceu 10,7%, alcançando R$ 2,1 bilhões. A base chegou a 8,2 milhões de residências e empresas conectadas, expansão de 11,3% em um ano.

Ao mesmo tempo, a companhia reduziu o churn (métrica que mede a taxa de cancelamento ou desistência de clientes durante um período específico) para 1,4% e elevou a taxa de penetração da rede para 25,6%, indicadores que, segundo a empresa, demonstram maior fidelização e monetização da infraestrutura instalada.

Outro destaque foi o avanço da estratégia de convergência. A base integrada entre fibra e telefonia móvel alcançou 5,3 milhões de acessos. Desses, 3,8 milhões já utilizam o Vivo Total, oferta que reúne serviços fixos e móveis em um único plano. O modelo representa 46,3% da base de fibra e responde por 86% das novas adesões realizadas nas lojas.

Serviços digitais já representam 12,2% da receita. A transformação da Vivo em uma empresa de tecnologia continua avançando. Nos últimos 12 meses, os novos negócios e serviços digitais passaram a responder por 12,2% da receita total da companhia.

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No mercado corporativo, cloud, cibersegurança, IoT, big data, mensageria e serviços de TI geraram R$ 5,5 bilhões em receita, alta de 14,9%.

No segmento de consumo, as plataformas de entretenimento seguem ampliando escala. As receitas provenientes das parcerias com serviços de música e vídeo chegaram a R$ 890 milhões em 12 meses, crescimento de 25,7%, apoiadas por uma base de 4,9 milhões de assinantes.

Para Gebara, a empresa pretende repetir esse modelo com inteligência artificial. "A Vivo se tornou um canal de distribuição de entretenimento e acreditamos que também será uma plataforma de distribuição de assinaturas de inteligência artificial. Queremos trabalhar com diferentes parceiros e oferecer conveniência ao cliente."

Durante o trimestre, a operadora ampliou seu portfólio ao incluir o YouTube Premium em determinadas ofertas e anunciou uma parceria com o Gemini, oferecendo entre seis e doze meses gratuitos para clientes elegíveis.

Inteligência artificial deixa de ser aposta e passa a integrar a operação

A inteligência artificial aparece como um dos principais vetores estratégicos da companhia. Segundo o CEO, a tecnologia já está sendo utilizada em desenvolvimento de software, atendimento, leitura de licitações, otimização da expansão da rede, monitoramento preventivo da fibra e suporte aos vendedores das lojas.

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Em setembro, a Vivo pretende iniciar um piloto mais amplo com agentes de IA no atendimento aos clientes. "Estamos no começo da jornada. A inteligência artificial já aumenta produtividade e eficiência em diversas áreas, mas o principal é revisar processos e incorporar a tecnologia de forma estruturada", detalhou.

Questionado sobre o aumento dos investimentos em IA observado em grandes empresas globais, Gebara afirmou que a Vivo adotou uma estratégia mais cautelosa, priorizando governança e retorno financeiro.

Smartphones seguem aquecidos apesar das incertezas globais

Outro destaque do trimestre veio da venda de aparelhos. A receita com smartphones e eletrônicos cresceu 27,8%, alcançando R$ 1 bilhão. Praticamente toda a venda de smartphones da empresa --98,8%-- já corresponde a aparelhos compatíveis com 5G.

Apesar da preocupação com o aumento global do custo dos componentes eletrônicos, Gebara afirmou que a companhia ainda não percebe impacto relevante sobre a demanda.

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"Se houver aumento dos preços internacionais, teremos que repassar parte desse custo. Mas, neste momento, o fortalecimento do real ajudou a compensar esse movimento", explicou.

Perspectiva: monetizar mais a base do que conquistar novos clientes

Mais do que ampliar sua base de usuários, a Vivo pretende aumentar o valor gerado por cada cliente. A estratégia passa por combinar conectividade, serviços digitais, entretenimento, inteligência artificial, soluções financeiras e dispositivos em um único ecossistema.

"O foco principal é vender mais produtos para a mesma base de clientes", resumiu Gebara.

Com crescimento simultâneo do lucro, da receita, da rentabilidade e dos investimentos, a companhia reforça a estratégia de diversificação como principal alavanca para sustentar a expansão nos próximos trimestres, mantendo o avanço da fibra, do 5G e da monetização dos serviços digitais.

Fonte: Portal Terra
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