A primeira lista de bilionários da Forbes de 2026 trouxe uma surpresa: o nome de Vicky Safra, viúva de Joseph Safra, não constava em seu costumeiro segundo lugar entre os mais ricos do Brasil. E a saída de Vicky não ocorreu por uma perda de fortuna --que, pelo contrário, cresceu de US$ 20,7 bilhões em 2025 para US$ 25,7 bilhões este ano.
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A revista explicou que Vicky Safra passou a ser considerada como grega pela publicação. Isso porque a bilionária nasceu na Grécia, mas foi naturalizada brasileira. Discreta, Vicky mora atualmente na Suíça e não possui mais tantos bens no Brasil. Apesar disso, a mansão da família Safra no Morumbi, em São Paulo, foi considerada como uma das maiores do mundo pelo site Architectural Digest em 2024.
A Forbes não explicou ao certo o motivo de ter alterado Vicky Safra de brasileira para grega no ranking geral de bilionários de 2026. Apesar dessa decisão, a bilionária aparece na lista, publicada depois, dedicada somente aos bilionários brasileiros. A fortuna de Vicky Safra e família permanece como a segunda maior entre os brasileiros, perdendo apenas para Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.
Contando com Vicky, o Brasil bateu recorde de bilionários, com 71 pessoas com patrimônios acima de R$ 1 bilhão, segundo monitoramento da Forbes.
Vicky Safra e seu patrimônio
Nascida na Grécia, Vicky veio para o Brasil com os pais ainda na infância. Ela se casou com Joseph Safra em 1969, aos 17 anos, antes de ele se tornar o banqueiro mais rico do mundo.
A fortuna do casal tem origem na Síria, onde a família de Joseph fundou a Safra Frères & Cie, casa bancária criada em meados de 1800. Já nos anos 1950, Joseph, que nasceu no Líbano, veio para o Brasil com o pai. Em 1967, eles compraram o Banco Nacional Transatlântico, que passou a se chamar Safra Financeira, e, cinco anos depois, adquiriram o Banco das Indústrias, para consolidar a criação do Banco Safra S.A. no País.
Vicky e o marido sempre levaram uma vida reservada e longe de exposições. Hoje, ela vive na Suíça e preside a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation.
Segundo a Forbes, o filho mais velho, Jacob, é responsável pelo banco suíço J. Safra Sarasin, pelo Safra National Bank, de Nova York, e pelos imóveis internacionais da família. Já o mais novo, David, administra o Banco Safra no Brasil e os investimentos imobiliários brasileiros do Grupo J. Safra.