Trump revelará plano de apoio ao carvão de US$700 milhões usando poderes de emergência

4 jun 2026 - 15h23

‌O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar nesta quinta-feira que invocará os poderes emergenciais da era da Guerra Fria para direcionar quase US$700 milhões para ajudar a indústria carvoeira dos EUA a enviar o combustível para a Ásia ⁠e as empresas de energia a queimá-lo internamente, disseram ‌à Reuters uma autoridade da Casa Branca e uma fonte do setor.

Trump planeja usar a Lei de Produção de ‌Defesa, uma lei de 1950 que ‌concede aos presidentes ampla autoridade sobre as indústrias ⁠consideradas críticas para a segurança nacional, para financiar reformas em mais de uma dúzia de usinas termelétricas a carvão, ajudar a financiar duas novas usinas de carvão e apoiar a construção de um terminal de exportação de carvão da ‌Costa Oeste, disseram o funcionário e a fonte do setor.

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A ‌programação pública da Casa ⁠Branca lista ⁠um anúncio de Trump às 15h00 (16h00 no horário de Brasília) sobre "Carvão Bonito ⁠e Limpo".

O governo Trump ‌enquadrou a política energética ‌como uma questão de segurança nacional para garantir energia elétrica para os data centers de IA e reduzir a dependência de outros países.

PREOCUPAÇÕES COM POLUIÇÃO

O plano atraiu ⁠a condenação dos defensores do meio ambiente. Patrick Drupp, diretor de políticas climáticas do Sierra Club, chamou-o de subsídio financiado pelo contribuinte para uma indústria poluidora e disse que o grupo lutaria contra ‌a iniciativa nos tribunais.

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"É nojento e repreensível que o presidente dos Estados Unidos esteja doando o dinheiro dos nossos ⁠contribuintes para usinas termelétricas a carvão mortais e caras", disse Drupp.

Rich Nolan, presidente-executivo da Associação Nacional de Mineração, disse que o financiamento fortaleceria a produção de uma fonte de combustível que ajuda a proteger os consumidores da volatilidade dos preços da energia e, ao mesmo tempo, apoia a crescente demanda por energia elétrica.

O carvão, responsável por mais da metade da geração de eletricidade dos EUA em 1990, agora gera menos de um quinto, já que as empresas de energia passaram a usar gás natural mais barato e fontes renováveis.

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