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TCU aprova contas do Banco Central de 2025 após retirar trava ligada ao caso Master

Tribunal registrou que elementos reunidos na prestação de contas não evidenciavam irregularidades capazes de comprometer sua regularidade

20 out 2026 - 13h53
Resumo
A 2ª Câmara do TCU aprovou com quitação plena as contas de 2025 do Banco Central e de seus dirigentes, incluindo o presidente Gabriel Galípolo. O processo, relatado pelo ministro Jorge Oliveira, havia sido suspenso a pedido do MPTCU devido a apurações sobre a liquidação do Banco Master. A Corte liberou o julgamento por entender que os autos não mostravam falhas graves e que as apurações do caso Master seguem em processo separado, sem data para votação no Plenário.

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou regulares as contas do Banco Central do Brasil (BC) referentes ao exercício de 2025 e concedeu quitação plena aos nove responsáveis listados no processo, entre eles o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 20, pela 2ª Câmara da Corte, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.

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O julgamento ocorreu após os ministros levantarem o sobrestamento (suspensão temporária) do processo, determinado na última sessão da 2ª Câmara a pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU). A justificativa veio de "potenciais repercussões dos fatos apurados sobre o mérito da gestão em exame". Os ministros do tribunal, reunidos em sessão da 2ª Câmara, atenderam ao pedido do MPTCU.

Na ocasião, foi decidido suspender a análise das contas até o trânsito em julgado da deliberação sobre a atuação do BC no processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master.

Análise sobre atuação do BC no caso Master tramita em processo separado
Análise sobre atuação do BC no caso Master tramita em processo separado
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

No julgamento desta terça-feira, o TCU registrou que, embora o MPTCU tivesse suscitado uma questão examinada em outro processo, os elementos reunidos na prestação de contas não evidenciavam irregularidades capazes de comprometer sua regularidade. O órgão também apontou que a posição subsidiária do MPTCU convergiu com a avaliação da unidade técnica, favorável à aprovação das contas.

A 2ª Câmara é responsável por julgar processos considerados de menor complexidade. A prestação de contas anuais do Banco Central do Brasil é referente ao exercício de 2025. A Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) já havia avaliado regularidade das contas dos responsáveis, com quitação plena.

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A análise sobre a atuação do BC no caso Master tramita em processo separado, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus, e ainda não tem data para votação no Plenário do TCU.

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