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Sinergia de até R$2,2 bi em união Yduqs/Afya "é piso", diz executivo

20 out 2026 - 14h17
Resumo
A fusão entre os grupos educacionais Afya e Yduqs tem potencial de sinergia superior ao piso projetado de R$ 2,2 bilhões, segundo o CEO da Afya, Virgílio Gibbon. O executivo prevê que 80% desses ganhos sejam capturados nos três primeiros anos, impulsionados pela expansão de cursos de saúde de alto padrão nas unidades da Yduqs. O acordo ainda passará pela aprovação de acionistas e do Cade, mas Gibbon vê risco quase nulo de veto pelo órgão antitruste, devido à baixa sobreposição de alunos.

A ‌sinergia a ser gerada pela união dos grupos de ensino superior Afya e Ydqus poderá ser bem maior que a previsão de R$2 bilhões a R$2,2 bilhões anunciada no mês passado, quando as duas empresas comunicaram a combinação de negócios, disse o presidente-executivo ⁠da Afya, Virgílio Gibbon, nesta terça-feira.

Segundo o executivo, o valor de ‌até R$2,2 bilhões é apenas "um piso" e há um enorme potencial a ser explorado a partir da junção dos dois ‌grupos de ensino.

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As ações da Afya exibiam ‌alta de 2% em Nova York às 14h04 (horário de ⁠Brasília), enquanto os papeis da Yduqs mostravam avanço de 2,3% na B3.

Gibbon, que participou de apresentação da Afya a investidores mais cedo, destacou que a projeção inclui apenas sinergias nas áreas de custos, despesas, novas tecnologias e investimento e não engloba outras oportunidades ‌a serem exploradas.

"(A sinergia) pode ser muito maior, R$2 bilhões é o ‌piso", disse ele ⁠a jornalistas após ⁠a apresentação. "Só como exemplo, eles (Yduqs) têm 19 unidades puro sangue em medicina que ⁠não têm um curso de ‌saúde como marca premium; ‌imagina a gente colocar cinco, seis cursos de saúde com tíquete médio alto e crescer a operação de saúde", afirmou.

Ao ser questionado, quanto maior poderia ser essa sinergia para além ⁠dos R$2,2 bilhões previamente projetados, o executivo declarou que ainda não é possível avaliar quanto as oportunidades exploráveis poderão render no total.

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A previsão de Gibbon é que 80% dos ganhos com sinergias sejam capturados nos três primeiros ‌anos da fusão.

A união das duas empresas anunciada em setembro ainda precisa ser aprovada nas assembleias de acionistas que devem ocorrer ⁠entre fim de novembro e início de dezembro. O Cade também precisa aprovar o negócio.

Gibbon se mostrou otimista com a aprovação da fusão pelo órgão de defesa da concorrência.

Segundo ele, a chance da fusão não ser aprovada "é muito baixa, quase zero. Nossa sobreposição é de menos de 5% da nossa base de alunos. Agora, será a primeira vez que o Cade vai analisar ensino superior e graduação em medicina", disse o executivo.

De acordo com ele, na área de medicina há três cidades onde há sobreposição de cursos de Afya e Yduqs, sendo elas Rio de Janeiro, Teresina e Ji-Paraná (RO).

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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