As taxas dos DIs operavam em baixa nesta terça-feira, em sintonia com o recuo do dólar ante o real, na esteira de notícias sobre novo esforço diplomático para interromper o conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Às 9h57, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,055%, em queda de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,126% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,565%, com recuo de 4 pontos-base ante o ajuste de 14,601%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, aos 4,602%.
Uma alta autoridade do Irã disse à Reuters na segunda-feira que Teerã havia recebido uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias com os EUA, em um esforço para salvar o acordo provisório entre os dois países. O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, também havia solicitado ao Paquistão que retomasse seu papel de mediador no conflito.
A nova tentativa diplomática, que surge após Irã e EUA intensificarem seus ataques no Oriente Médio, foi bem recebida pelos mercados. Os índices futuros de ações subiram em Nova York, assim como as principais bolsas da Europa, enquanto os rendimentos dos Treasuries mostravam estabilidade nesta manhã.
Neste cenário de relativa propensão ao risco, as taxas dos DIs caiam em toda a curva.
Os preços de mercado mostram que os investidores seguem posicionados para um corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, mas estão divididos sobre o encontro de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Na última sexta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 78% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 18,98% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Para setembro, os percentuais eram de 50% para novo corte de 25 pontos-base e 47% para manutenção.
(Edição de Pedro Fonseca)