A Suzano segue vendo um cenário de demanda sólida para celulose nos próximos meses, mas diante das instabilidades geopolíticas está adotando uma política de preços menos homogênea entre as regiões, afirmou o presidente-executivo da maior produtora de celulose de fibra curta do mundo, João Alberto de Abreu.
"A política de preço está menos uniforme para o mundo e estamos tratando cada geografia de acordo com a sua realidade", disse o executivo, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, após a publicação na noite da véspera dos resultados do primeiro trimestre da companhia.
"O que tem de novo é uma demanda mais forte na Europa e Estados Unidos, provavelmente pelas mudanças de fluxos de mercadorias", disse o executivo, citando movimento de reestocagem na Europa e lembrando mensagem de fevereiro em que citou que a companhia tinha uma visão "mais construtiva do que o previamente imaginado" para 2026.
Segundo o executivo, a Suzano, conseguiu implementar completamente seguidos aumentos de preços ocorridos nos últimos meses na Europa e na América do Norte, mas na Ásia a companhia está vendo os clientes "mais cautelosos".
Abreu citou ainda que a Suzano voltou a exportar papel para os Estados Unidos após a queda das tarifas de 50% por conta da decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.
"Mercado voltou a ficar disponível", disse o presidente da Suzano. "Existe sim uma retomada (de exportações para os EUA) que já está acontecendo."