Dívida bruta do governo sobe a 80,1% do PIB em março, aponta BC

Setor público consolidado teve déficit primário de R$ 80,7 bilhões no mês passado, acima das estimativas da pesquisa 'Projeções Broadcast'

30 abr 2026 - 12h02

BRASÍLIA - A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 79,2% em fevereiro para 80,1% em março, informou o Banco Central. Em valores nominais, passou de R$ 10,178 trilhões para R$ 10,356 trilhões.

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O pico da série foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 94,0% do PIB em fevereiro para 92,0% no mês passado, uma redução de 2 pontos porcentuais.

A DBGG - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) – que leva em conta as reservas internacionais do Brasil – aumentou de 65,5% do PIB em fevereiro para 66,8% em março, segundo o BC
Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) – que leva em conta as reservas internacionais do Brasil – aumentou de 65,5% do PIB em fevereiro para 66,8% em março, segundo o BC
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) - que leva em conta as reservas internacionais do Brasil - aumentou de 65,5% do PIB em fevereiro para 66,8% em março, o maior nível da série histórica iniciada em 2001. Em reais, atingiu R$ 8,643 trilhões.

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Déficit em março

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 80,676 bilhões em março, após déficit de R$ 16,388 bilhões em fevereiro. Em março de 2025, o resultado foi superavitário em R$ 3,588 bilhões.

O déficit do mês passado foi maior do que previam as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast. Todas negativas, elas iam de déficit de R$ 64 bilhões a R$ 75,40 bilhões, com mediana de R$ 67,8 bilhões.

O resultado foi o melhor para o mês desde março da série histórica, iniciada em 2002.

Em março de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 74,813 bilhões, segundo a metodologia da autoridade monetária. Estados e municípios tiveram déficit de R$ 5,394 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 469 milhões.

Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 5,424 bilhões, e os municípios, superávit de R$ 29 milhões.

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