Supermercados tendem a repassar custos aos consumidores com fim da escala 6x1, diz entidade

Segundo Marcio Milan, vice-presidente da Abras, impacto no setor será grande se houver decisão 'sem um amplo debate'

26 fev 2026 - 12h07

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirmou que uma eventual mudança na escala de trabalho 6x1 pode gerar aumento de custos no setor, caso a decisão seja tomada sem um debate amplo com os elos da cadeia.

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Segundo ele, o tema vem sendo acompanhado desde o fim de 2024 e já motivou estudos internos e testes operacionais por parte de algumas empresas. "Se houver uma decisão sem um amplo debate, isso poderá ter um grande impacto. O supermercado não é formador de preço; se houver aumento de custo, ele tende a repassar", afirmou.

Milan destacou que algumas redes iniciaram projetos-piloto para avaliar os impactos de uma eventual adoção do modelo 5x2, alternativa em discussão no Congresso. "Estamos antecipando essa discussão e vendo como a operação do supermercado ficaria no dia a dia, inclusive avaliando a necessidade de novas contratações e os possíveis efeitos sobre os custos", disse.

A discussão ganhou tração no Congresso. Também nesta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1 e afirmou considerar "muito viável" sua aprovação no plenário da Casa, com quórum constitucional.

Motta disse que os parlamentares não podem legislar apenas para uma "pequena elite" e defendeu que a tramitação seja conduzida com responsabilidade e ouvindo os setores impactados.

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