Gleisi: Quem tem que propor solução para o rombo do BRB é Ibaneis e o governo do DF, não a União

Segundo ministra da Secretaria de Relações Institucionais, União 'não tem nada a ver com as barbaridades' feitas com o Banco Master

26 fev 2026 - 13h41

BRASÍLIA - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, criticou nesta quinta-feira, 26, a possibilidade de a União fazer aportes no Banco de Brasília (BRB) para cobrir o rombo na estatal do Distrito Federal. O BRB enfrenta problemas por causa do envolvimento com o caso do Banco Master, que foi liquidado e é alvo de investigação por irregularidade em operações.

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Nas redes sociais, Gleisi disse que a União "não tem nada a ver" com o caso e que "quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis (Rocha)", em referência ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

"Mídia e banqueiros falando como se fosse normal fazer aportes da União para salvar o BRB. Só que a União não tem nada a ver com as barbaridades que fizeram lá com o Banco Master", escreveu a ministra em publicação no X.

"Quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis do Distrito Federal, controlador do BRB e responsável pelo que fez a direção do banco. Não venham espetar essa conta no bolso do povo brasileiro", completou.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, a Caixa vem negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. A cúpula do banco público não descarta debater outras soluções, mas uma federalização do BRB — pela qual a Caixa assumiria o controle acionário do banco — ainda é vista pelo governo federal como uma discussão "prematura".

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O BRB tem de lidar com um prejuízo calculado em R$ 5 bilhões após comprar carteiras de crédito podres do Banco Master. O banco pediu um aporte de até R$ 8,86 bilhões para reforçar o capital da instituição após as perdas com o Master. O governo do Distrito Federal, controlador e principal acionista do BRB, enviou um projeto à Câmara Legislativa do DF pedindo autorização dos deputados para fazer um aporte.

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