Shell já se comprometeu com R$3,5 bi para capitalização da Raízen, diz CEO no Brasil

3 mar 2026 - 10h23
(atualizado às 10h51)

A petroleira ‌Shell está comprometida em investir R$3,5 bilhões na Raízen , maior produtora global de açúcar e etanol de cana, que está em dificuldades financeiras, disse o presidente-executivo da empresa de energia no ⁠Brasil na terça-feira.

A Raízen, também uma das líderes ‌no segmento de distribuição de combustíveis no país, registrou uma série de prejuízos e ‌um aumento acentuado da dívida ‌líquida nos últimos trimestres, em meio a ⁠investimentos onerosos e condições climáticas adversas que afetaram negativamente as safras.

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Na última divulgação de resultados, em fevereiro, a companhia alertou sobre uma "incerteza relevante" quanto à sua capacidade de continuar operando.

A Reuters ‌informou na semana passada que a Shell injetaria ‌R$3,5 bilhões na ⁠Raízen, com ⁠fontes sugerindo que esse valor seria desproporcional aos fundos ⁠provenientes da Cosan, ‌que também é ‌proprietária da empresa em uma joint venture.

A Reuters também informou que os credores da Raízen estavam insatisfeitos com uma proposta do BTG ⁠Pactual, que administra um fundo que entrou no grupo de acionistas controladores da Cosan no ano passado, de dividir a Raízen em duas, separando o negócio ‌de distribuição de combustíveis das refinarias e outros ativos.

A Shell prefere manter unida a fabricante ⁠de açúcar em dificuldades, disse Cristiano Pinto da Costa, presidente-executivo da unidade brasileira da gigante petrolífera britânica, acrescentando que a companhia também espera que o outro acionista seja capaz de reforçar a Raízen com um investimento adicional de R$3,5 bilhões.

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Existe a possibilidade de dividir a Raízen em duas unidades separadas no futuro, disse Costa. No entanto, tal eventualidade só deve ser avaliada após a conclusão da recapitalização, acrescentou.

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