A Shein adiou sua estreia na bolsa de Hong Kong para setembro após atrasos na captação de pedidos dos investidores. Com início do book building previsto para 24 de agosto, o IPO da varejista de fast-fashion deve avaliar a empresa em cerca de US$ 25 bilhões — uma forte redução frente aos quase US$ 100 bilhões de quatro anos atrás. A operação contará com investidores-âncora, incluindo bancos envolvidos no processo, embora a maior parte das ações deva ser assumida pelos atuais acionistas da companhia.
A Shein adiou sua estreia na bolsa de valores de Hong Kong para setembro, após um pequeno atraso na captação de pedidos dos investidores para a oferta pública inicial (IPO) da varejista de fast-fashion a uma avaliação reduzida, informou o jornal South China Morning Post nesta quinta-feira.
A Shein planeja apresentar vários investidores-âncora, embora a maioria das participações seja assumida por acionistas atuais, informou a reportagem, citando fontes a par do assunto.
A Shein não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A Reuters informou na segunda-feira que a Shein pretende lançar sua tão esperada oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong ainda nesta semana, com uma avaliação de apenas um quarto do valor de quase US$100 bilhões registrada em uma venda de ações há quatro anos. A avaliação da empresa provavelmente ficaria em torno de US$25 bilhões na oferta, informou a Reuters, uma queda em relação à faixa de US$30 bilhões a US$40 bilhões especulada no início deste mês, logo após o início das reuniões com investidores sobre o assunto.
Fundada na China em 2012, a Shein é mais conhecida por vender vestidos de US$5 e jeans de US$10 para consumidores em cerca de 160 países.
A reportagem do South China Morning Post informou que a empresa agora pretende iniciar o processo de book building a partir de 24 de agosto. Inicialmente, ela tinha como meta concluir todo o processo de IPO até o final de agosto.
Os bancos de investimento envolvidos na operação estão considerando mobilizar seus próprios recursos para atuarem como investidores-âncora, acrescentou a reportagem.