Mais de US$175 bilhões em arrecadações tarifárias dos Estados Unidos correm o risco de ter que ser reembolsados se a Suprema Corte do país decidir contra as tarifas de emergência do presidente Donald Trump, afirmaram economistas do Penn-Wharton Budget Model nesta sexta-feira.
A estimativa, produzida a pedido da Reuters, foi derivada de um modelo de previsão que usa alíquotas tarifárias por produto e país para impostos específicos adotados por Trump, incluindo aqueles sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), disse Lysle Boller, economista sênior do Penn-Wharton Budget Model (PWBM), um grupo de pesquisa fiscal apartidário da Universidade da Pensilvânia.
A Suprema Corte dos EUA pode decidir sobre a legalidade das tarifas baseadas na IEEPA já nesta sexta-feira. Se elas forem derrubadas, os importadores deve se apressar para solicitar reembolsos da agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA sobre as taxas de importação pagas no ano passado.
Trump tem promovido a receita gerada por todas as suas tarifas, estimada pelo Escritório de Orçamento do Congresso em cerca de US$300 bilhões anuais durante a próxima década, mas as estimativas mostram que uma quantia substancial pode precisar ser reembolsada se a corte decidir contra Trump.
Os reembolsos de US$175 bilhões excederiam os gastos combinados do Departamento de Transportes, de US$ 127,6 bilhões, e do Departamento de Justiça, de US$ 44,9 bilhões, no ano fiscal de 2025.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters em janeiro que o Tesouro pode facilmente cobrir quaisquer reembolsos de tarifas, embora esteja confiante de que a Suprema Corte manterá as taxas da IEEPA.