Anglo American tem prejuízo de US$3,7 bi com baixa contábil em negócio de diamentes

20 fev 2026 - 10h05

A Anglo American reportou um prejuízo de US$3,7 bilhões ‌nesta sexta-feira, após realizar outra baixa contábil em seu negócio de diamantes, enquanto a mineradora segue adiante com seus planos de se desfazer de ativos não essenciais e concluir sua fusão com a Teck Resources.

A Anglo encerrou uma temporada mista de relatórios de grupos mineradores listados em Londres, ressaltando as fortunas divergentes do setor, com a Antofagasta se beneficiando da alta nos preços do cobre, ⁠enquanto concorrentes diversificados enfrentavam dificuldades com os mercados mais fracos de minério de ferro, diamantes e carvão.

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A ‌empresa registrou uma redução de US$2,3 bilhões antes dos impostos relacionada à sua unidade De Beers, reduzindo o valor contábil para US$2,3 bilhões, de mais de US$4 bilhões anteriormente.

O lucro antes ‌de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) somou US$6,4 bilhões, ficando ‌em linha com a estimativa dos analistas. A empresa declarou um dividendo de US$0,23 por ⁠ação, ou cerca de US$200 milhões. Isso representou uma queda em relação ao US$0,64 por ação, ou US$800 milhões, do ano anterior.

A Anglo, que em julho descontinuou os ativos de níquel e carvão siderúrgico que pretende vender, pretende se concentrar nos ativos de cobre e minério de ferro.

Ela se desmembrou de seu negócio de platina em maio e disse que está avançando com os planos ‌de vender a De Beers.

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A empresa anunciou uma possível parceria com a Mitsubishi Corp para seu projeto ‌de fertilizantes Woodsmith, no norte da ⁠Inglaterra, que havia sido ⁠colocado em manutenção e conservação.

"Acreditamos que essa possível parceria acrescentaria opções e tempo para buscar novas sindicações/parcerias", afirmaram analistas ⁠da Goldman Sachs.

SPIN-OFF DA DE BEERS

A Anglo reavaliou ‌o valor da De Beers depois ‌que a unidade de diamantes registrou uma terceira queda anual consecutiva na produção. Ela também reduziu a previsão de produção da De Beers para 2026, já que a fraca demanda e os altos estoques continuam a pesar sobre o mercado de diamantes.

A Anglo já havia ⁠reduzido o valor da De Beers em cerca de US$3,5 bilhões nos últimos dois anos.

"No momento, há uma oferta abundante de diamantes brutos no mercado", disse o presidente-executivo Duncan Wanblad a repórteres.

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A venda da De Beers está em fase avançada, disse ele.

"Precisamos... chegar a ofertas finais vinculativas e, então, escolher o parceiro com quem queremos seguir em ‌frente e negociar isso com todas as partes envolvidas, incluindo o governo de Botsuana", acrescentou.

A De Beers, que a Anglo colocou à venda como parte de uma reestruturação mais ampla, despertou o ⁠interesse de vários consórcios, disse Wanblad.

ALIANÇA COM A TECK

Como a consolidação da mineração em grande escala continua difícil, apesar da pressão sobre as empresas para expandirem seus portfólios de cobre, a Anglo é a única grande mineradora que garantiu um acordo, anunciando em setembro uma fusão de US$ 53 bilhões com a Teck, totalmente em ações e sem prêmio.

Na sexta-feira, Wanblad disse que espera que o acordo seja aprovado entre setembro e março, uma vez que aguarda as aprovações regulatórias da China e da Coreia do Sul.

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O acordo, que criaria o quinto maior produtor de cobre do mundo, prosseguiu mesmo com a tentativa da maior mineradora do mundo, a BHP Group, de adquirir a Anglo.

A entidade combinada deve produzir mais de 1,2 milhão de toneladas métricas de cobre por ano.

O cobre, um metal essencial para os setores de energia e construção, deve se beneficiar do aumento da demanda impulsionado pelos veículos elétricos e pela inteligência artificial.

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