Renan apresenta projeto para pôr em lei complementar regras de funcionamento do FGC

Atualmente, regras são estabelecidas por resoluções do Conselho Monetário Nacional; objetivo do projeto é dar mais segurança jurídica ao funcionamento do fundo

20 fev 2026 - 10h44

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou na quinta-feira, 19, um projeto que propõe pôr em uma lei complementar as regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), atualmente estabelecidas por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto surge em meio às discussões sobre as possíveis fraudes do Banco Master.

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O objetivo do Projeto de Lei Complementar 30/2026 é dar mais segurança jurídica ao funcionamento do fundo, já que as regras passariam a ter força de lei. O texto mantém várias normas vigentes e estabelece, por exemplo, que o FGC seria equiparado a instituições financeiras e definido como uma "entidade privada, sem fins lucrativos, cujos estatuto e regulamento serão aprovados pelo Conselho Monetário Nacional".

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Estadão

Pela proposta, caberá ao CMN definir as instituições cuja participação no FGC será obrigatória, a forma de fiscalização do FGC, além das hipóteses e a forma de liquidação do fundo.

Caso aprovada, a lei também estabelecerá que o CMN poderá criar mecanismos de desincentivo à exposição excessiva ao risco, tais como:

  • Exigência de manutenção de ativos de alta liquidez e baixo risco, proporcional ao volume de captação excedente a determinados limites prudenciais;
  • Definição de contribuições adicionais e progressivas ao FGC, baseadas no perfil de risco da instituição.

Também ficará em lei que o CMN e o Banco Central poderão impor restrições à remuneração dos instrumentos de captação emitidos por instituições financeiras que apresentem indicadores de solidez ou governança incompatíveis com os padrões de mercado.

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"Este Projeto de Lei Complementar (PLP) tem por objetivo blindar a poupança popular e o sistema de crédito contra três riscos emergentes: a insegurança jurídica sobre os mecanismos de garantia, a alavancagem excessiva de instituições com base nesses mecanismos e a baixa qualidade do capital de certas instituições financeiras", afirma Renan na justificativa do projeto.

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