As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam perto da estabilidade nesta manhã de sexta-feira, em sintonia com o movimento discreto dos Treasuries, com o mercado à espera da divulgação de dados sobre a economia norte-americana.
Às 9h39, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,610%, ante o ajuste de 12,613% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,445%, ante 13,443%. O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 1 ponto-base, a 4,065%.
Na quinta-feira as taxas futuras avançaram no Brasil, após dados do Banco Central mostrarem uma retração da atividade menor que o projetado pelo mercado em dezembro.
Nesta sexta-feira, com a agenda econômica esvaziada no Brasil, os agentes se voltam para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice PCE de inflação dos Estados Unidos, ambos às 10h30. Também saem os índices de gerentes de compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, às 11h45, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.
A bateria de dados tem potencial para mexer com a precificação do mercado para o futuro dos juros nos Estados Unidos, com reflexos na curva brasileira.
Nesta manhã, os títulos norte-americanos precificavam em 94,0% a chance de o Federal Reserve manter sua taxa de referência na faixa entre 3,50% e 3,75% em março, contra 6,0% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch.
No Brasil, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam na quarta-feira pós-Carnaval -- dado mais recente -- 77,50% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 16,50% de chance de redução de 25 pontos-base e 3,00% de possibilidade de corte de 75 pontos-base. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.