A arrecadação federal com a taxação de dividendos atingiu R$ 3,145 bilhões entre janeiro e julho, correspondendo a apenas 11% dos R$ 28 bilhões projetados para o ano. Foram R$ 2,04 bilhões de proventos locais acima de R$ 50 mil e R$ 1,1 bilhão de envios ao exterior. Mesmo com o fraco desempenho, o governo decidiu não computar a frustração de receitas no relatório fiscal para evitar o contingenciamento de gastos ministeriais, deixando uma possível revisão das projeções para setembro.
A arrecadação do governo federal com Imposto de Renda sobre dividendos totalizou R$3,145 bilhões de janeiro a julho, informou nesta quarta-feira a Receita Federal, somando em sete meses valor correspondente a cerca de 11% do esperado pela equipe econômica para o ano completo.
A projeção oficial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cobrança de 10% sobre dividendos remetidos para o exterior e sobre proventos acima de R$50 mil distribuídos no país é de uma arrecadação de R$28 bilhões em 2026.
Em julho, o fisco já havia apontado o fraco desempenho da arrecadação por essas vias, mas, ainda assim, a equipe econômica optou por não incorporar essa frustração de receita em sua avaliação fiscal, o que poderia levar a um contingenciamento de verbas de ministérios.
Na ocasião, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a decisão respeitava um "conservadorismo" do governo e que uma revisão das projeções oficiais poderia ser eventualmente feita em setembro.
Entre janeiro e julho, o governo arrecadou R$2,043 bilhões com a cobrança sobre ganhos acima de R$50 mil, enquanto a taxação de dividendos remetidos para o exterior totalizou R$1,102 bilhão.