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Quanto a IA já avançou no dia a dia dos grandes bancos do País? Os CEOs explicam

Executivos que comandam os maiores bancos privados participam de debate com a Caixa no Febraban Tech, evento a que pela primeira vez se agrega o Nubank

24 ago 2026 - 13h11
(atualizado às 13h16)
Resumo
No Febraban Tech, presidentes dos principais bancos do País destacaram o avanço da inteligência artificial no setor financeiro. Instituições como Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual, Nubank e Caixa usam a tecnologia para aprimorar o atendimento, prever riscos e otimizar processos internos. Apesar da rápida transformação digital e dos ganhos em eficiência e experiência para os clientes, os líderes enfatizaram que ética, responsabilidade e decisões finais continuam sob controle estritamente humano.

O quanto a inteligência artificial (IA) está presente nas operações dos principais bancos do País e no dia a dia dos clientes? Lado a lado, os presidentes dos "bancões" mostraram esse cenário atualizado, na manhã desta segunda, 24 no primeiro painel do Febraban Tech, que se realiza até quarta-feira, 26, em São Paulo.

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O painel contou com os maiores bancos privados do País, a Caixa (faltou o Banco do Brasil) e o Nubank, fintech em processo de obter licença bancária.

Milton Maluhy Filho (Itaú),? Marcelo Noronha (Bradesco), ?Livia Chanes (Nubank), Gilson Finkelsztain (Santander Brasil), ?Carlos Vieira (Caixa), ?Roberto Sallouti (BTG Pactual) e ?João Borges (diretor de Comunicação da Febraban)
Milton Maluhy Filho (Itaú),? Marcelo Noronha (Bradesco), ?Livia Chanes (Nubank), Gilson Finkelsztain (Santander Brasil), ?Carlos Vieira (Caixa), ?Roberto Sallouti (BTG Pactual) e ?João Borges (diretor de Comunicação da Febraban)
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão
Itaú: 'O objetivo da IA é construir relacionamentos duradouros'

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou que a IA tem sido um "divisor de águas" no atendimento aos clientes. O executivo explicou que a instituição toma cuidado para evitar um "viés produto" no desenvolvimento da tecnologia.

"Saímos na frente colocando na mão do cliente", disse. "Essa é a vantagem de ser um full banking, que atende todos os clientes. Você consegue ter completude para oferecer algo relevante e holístico."

Maluhy lembrou do lançamento da ferramenta "Ia.i", disponível para 300 mil clientes. Nos próximos meses, a ferramenta será liberada para 3 milhões de usuários, e o objetivo é terminar o ano com toda a base atendida. Segundo ele, o objetivo da IA é construir relacionamentos duradouros com os bancos. "Construímos a arquitetura de dados democratizada", disse.

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"A inteligência artificial não substitui o capital humano", disse Maluhy. "A ética é inegociável." Para o CEO do Itaú, a regulação vem depois, em um passo posterior ao da inovação. Ele ressaltou que o Brasil não precisa de menos inovação, e sim de mais inovação.

Bradesco: 'BIA fez 74 milhões de transações no primeiro semestre'

O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, disse que a BIA, plataforma de inteligência artificial do banco, que acaba de completar 10 anos, já faz transações conversacionais. No primeiro semestre, foram 74 milhões de transações,contou.

"Estamos passando por projeto grande de transformação", disse Noronha, ressaltando que o processo já está em curso há pouco mais de dois anos. "Estamos dando saltos importantes."

Em IA e na transformação digital, Noronha ressaltou que o Bradesco trabalha com 25 laboratórios conveniados, sendo 5 no exterior. Além disso, trabalha com mais de 100 profissionais que são Phd em tecnologia.

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"Isso afeta e vai afetar cada vez mais o resultado dos bancos", disse ao falar da IA e da transformação digital.

Ele afirmou que nenhuma empresa deve delegar para as máquinas a ética, a reputação e a responsabilidade institucional para as máquinas, ao discutir o impacto da inteligência artificial.

"Aliás, quem responde criminalmente são as pessoas, não a IA", lembrou. "Sempre tem uma decisão humana no final dos processos", acrescentou.

Santander: 'Banco tem trabalhado a inteligência artificial em uma perspectiva global'

O presidente do Santander, Gilson Finkelsztain, afirmou que o banco tem trabalhado a inteligência artificial em uma perspectiva global. Ele explicou que a estratégia busca analisar os dados e combiná-los com conhecimento sobre os clientes para otimizar a experiência dos usuários."Essa e uma visão que o banco trabalha de forma transversal em todos os países", ressaltou. "E é uma visão que veio para ficar", acrescentou o executivo, que assumiu o cargo no começo de julho.

Ele disse que os bancos e o setor financeiro podem conviver com um arcabouço regulatório forte e ao mesmo tempo inovar.

BTG: Setor financeiro está preparado para usar tecnologia em benefício do cliente

O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirmou que o setor financeiro está preparado para usar a tecnologia e a inteligência artificial em benefício dos clientes."Todos nós sabemos que, se não tivermos o estado da arte tecnológico, vamos perder em eficiência", explicou.

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O executivo acrescentou que a tecnologia tende a melhorar a experiência dos clientes, ao mesmo tempo que, por meio de efeitos a competição, pode ter impacto nos preços, beneficiando os clientes.

No BTG, a transformação tecnológica não foi tão desafiadora quanto em outros bancos, porque o banco já nasceu "digitalizado" e com dados na nuvem, principalmente quando decidiu expandir para além da área de atacado. "A IA está sendo usada em todas as áreas do banco", comentou.

Nubank: 'Já nascemos totalmente digitais e vemos vantagem clara na IA preditiva'

A CEO para América Latina do Nubank, Livia Chanes, disse que a fintech, que tem 13 anos, já nasceu totalmente digital e tem usado a inteligência artificial, por exemplo, para funções preditivas, como no crédito, nos modelos de concessão, mas também a generativa.

"Enxergamos que a inteligência artificial é uma mudança na nossa forma de trabalho", disse. "É a primeira vez que o Nubank se junta ao Febraban Tech."

Ela afirmou que a inovação é inexorável. "Temos o papel de usar tech de forma defensiva para proteger a indústria", ressaltou.

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Caixa: depois da 'selva analógica', outro nível de interação digital

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, disse que o banco público era há três anos uma "selva analógica" e hoje está em outro nível de interação digital, após fazer uma jornada de transformação, em que inclusive olhou práticas que outros bancos faziam.Vieira ressaltou que, por ser banco público e com finalidade social, é preciso primeiro convencer os funcionários da necessidade de transformação.

"E houve engajamento total no processo", disse.A Caixa, de coadjuvante nesse mundo digital, passou a "fazer parte do clube", ressaltou o CEO do banco.

Vieira argumentou que a IA tem fortalecido as discussões sobre segurança nas empresas. "Tenho a visão de que IA vem com propósito de melhorar mais nossa convivência social", ressaltou.

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