BRASÍLIA - O primeiro leilão do Brasil para a contratação de baterias para o sistema elétrico teve 6.091 projetos projetos cadastrados, somando 296.807 MW de potência. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), trata-se de um recorde de participação para certames de contratação de projetos no setor elétrico.
"O expressivo volume de projetos cadastrados evidencia o elevado interesse dos agentes na implantação dos sistemas de armazenamento no setor elétrico brasileiro e reforça o papel estratégico dessa tecnologia para ampliar a flexibilidade operativa do sistema, apoiar a integração de fontes renováveis e atender às necessidades futuras de potência do SIN (Sistema Interligado Nacional)", diz a empresa em nota.
A EPE destaca, porém, que os projetos cadastrados não representam os empreendimentos aptos a participar do certame. "Os projetos passarão agora pelas etapas de análise e habilitação técnica conduzidas pela EPE, conforme os critérios técnicos estabelecidos. Somente a partir da habilitação serão conhecidas a quantidade de projetos, e consequentemente a potência, aptos a participar das fases subsequentes dos leilões.?"
O leilão foi dividido em duas etapas e está previsto para acontecer nos dias 2 e 4 de dezembro - sendo que, no primeiro dia, há exigência de conteúdo local nos projetos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) abriu caminho para a contratação de energia gerada pela luz solar e pelo vento que fica armazenada em baterias após críticas ao megaleilão de usinas térmicas e hidrelétricas realizado em março.
Como mostrou o Estadão, representantes do setor elétrico e especialistas têm opiniões diferentes sobre o leilão. Pessoas ligadas às energias renováveis e às térmicas concordam que as baterias são necessárias, mas divergem sobre a capacidade de a tecnologia oferecer segurança ao sistema. Além disso, o resultado final pode encarecer ainda mais a conta de luz dos brasileiros.