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Prêmio 'Lugares Incríveis para Trabalhar' será entregue nesta terça-feira

Iniciativa da FIA Business School, em parceria com o 'Estadão', avalia clima organizacional, liderança e políticas de recursos humanos

27 out 2026 - 14h57
Resumo
O Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar, da FIA com o Estadão, revelou que empresas premiadas têm menor rotatividade e colaboradores menos estressados (13% contra 18% das demais). O estudo com mais de 210 mil profissionais apontou que os destaques investem em equilíbrio de vida, planos de carreira claros e capacitação de líderes. A premiação avalia clima e gestão em companhias de diversos portes, mostrando que o sucesso do ambiente corporativo depende do engajamento direto da liderança.

A cerimônia de entrega do Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar, iniciativa da FIA Business School em parceria com o Estadão, acontece nesta terça-feira, 27. A pesquisa que embasa a premiação identificou diferenças entre as empresas reconhecidas e as demais participantes em indicadores de saúde mental, rotatividade e práticas de gestão de pessoas.

De acordo com o levantamento, 13% dos funcionários das empresas reconhecidas relatam níveis excessivos de estresse e esgotamento mental. Entre os trabalhadores das demais organizações participantes, o índice chega a 18%. Os dados mostram também diferenças na adoção de práticas voltadas à qualidade de vida, ao desenvolvimento profissional e à relação entre líderes e equipes.

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Nesta edição, 489 empresas participaram da pesquisa, que ouviu mais de 210 mil profissionais. Ao todo, 295 organizações receberam a certificação de Lugar Incrível para Trabalhar, enquanto 160 foram reconhecidas como Lugares Mais Incríveis para Trabalhar.

Em relação a 2025, o número de empresas participantes cresceu 8%, e houve dez organizações premiadas a mais.

Práticas de gestão diferenciam empresas reconhecidas

O levantamento indica diferenças na forma como as organizações organizam o trabalho e oferecem condições para que os funcionários desempenhem suas atividades. Entre as empresas reconhecidas como Lugares Mais Incríveis para Trabalhar, 58% realizam estudos para dimensionar equipes e cargas de trabalho. Nas demais participantes, o percentual é de 22%.

As ações para favorecer o equilíbrio entre vida pessoal e profissional são adotadas por 64% das empresas reconhecidas, ante 26% das outras participantes.

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Para Lina Nakata, pesquisadora da FIA Business School, a construção de um bom ambiente de trabalho depende de decisões de gestão. "Critérios claros para remuneração e carreira, recursos para trabalhar e gestores preparados ajudam a sustentar essa relação", afirma.

As diferenças também surgem nas políticas de carreira e remuneração. Entre as empresas reconhecidas, 55% divulgam formalmente os planos de carreira e os requisitos para progressão profissional, ante 15% das demais participantes.

O uso de referências de mercado para definir salários é adotado por 76% das organizações premiadas. Nessas empresas, a percepção de justiça na remuneração é 3,7 pontos maior. Além disso, 87% divulgam vagas internas aos funcionários antes de buscar candidatos externamente, enquanto o percentual cai para 64% nas outras organizações.

A participação nos lucros ou resultados também é mais comum entre as empresas reconhecidas: 63% adotam a prática, ante 29% das demais. Nesses locais, a percepção de justiça na remuneração variável é 9,5 pontos maior. A rotatividade dos funcionários nas empresas premiadas é quatro pontos porcentuais menor que a observada nas outras participantes, segundo a pesquisa.

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Liderança e inovação

A preparação dos gestores é outro aspecto destacado pelo levantamento. Entre as empresas reconhecidas, 96% mantêm práticas formais de desenvolvimento de lideranças. Além disso, 79% estabelecem formalmente expectativas de feedback por parte dos gestores, ante 53% das demais participantes.

A tolerância dos líderes a erros não intencionais durante processos de inovação também é mais frequente nas empresas premiadas: 48% adotam essa postura, ante 20% das outras organizações. A inovação como característica da cultura organizacional é mencionada por 19% das empresas reconhecidas, ante 13% das demais.

Para Lina, a distância entre as políticas de recursos humanos e a experiência cotidiana dos trabalhadores diminui quando os gestores assumem a responsabilidade pela gestão das equipes. "O bom ambiente de trabalho ganha sustentação quando as práticas chegam à rotina das pessoas e as responsabilidades são compartilhadas. E nesse processo, o papel da liderança é fundamental", diz.

Ela alerta que as políticas perdem força quando os gestores deixam a gestão de pessoas exclusivamente a cargo do RH. "Quando os gestores delegam essa função para a área de RH, as políticas e práticas da organização perdem força e não acontecem."

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Como é feita a avaliação

A metodologia da premiação conecta a análise dos funcionários com as informações sobre as práticas de gestão das empresas. O índice i-FEEx atribui 60% do peso à avaliação do clima organizacional e 25% às práticas de gestão de pessoas. Os outros 15% são distribuídos entre indicadores de conexão com a empresa, liderança imediata e avaliação da alta direção.

As organizações são avaliadas em faixas de porte: de 50 a 300 funcionários, de 301 a 1,5 mil e acima de 1,5 mil empregados. O processo inclui auditoria das práticas de recursos humanos das empresas pré-qualificadas; inconsistências podem reduzir a pontuação ou levar à desclassificação. A avaliação considera aspectos como aprendizagem, carreira, comunicação, inovação, liderança, qualidade de vida no trabalho, reconhecimento, remuneração e relações interpessoais.

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