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'Clientes poderão enviar mensagens e utilizar mapas em regiões sem cobertura terrestre', diz Alex Salgado, COO da Vivo sobre parceria com Starlink

Novo serviço permite usar WhatsApp, mapas e mensagens em áreas sem sinal de celular; lançamento prevê acesso para 50 milhões de clientes

26 out 2026 - 11h31
(atualizado às 12h30)
Alex Salgado, Chief Operating Officer da Vivo
Alex Salgado, Chief Operating Officer da Vivo
Foto: Divulgação

A Vivo anunciou uma parceria com a Starlink Mobile para ampliar a cobertura de conectividade móvel no Brasil. Com o lançamento do Vivo Satélite, a operadora passa a oferecer acesso a serviços selecionados em áreas sem cobertura de sua rede terrestre, como rodovias, regiões rurais e locais remotos. 

A expectativa é estender a conectividade a praticamente todo o território nacional, desde que haja visibilidade do céu.

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“Para os nossos clientes, vamos passar a ter cobertura em praticamente todo o território nacional”, afirma Alex Salgado, Chief Operating Officer da Vivo. 

A iniciativa combina a infraestrutura terrestre da operadora com a rede de satélites da Starlink, que funciona como uma extensão da rede celular. A tecnologia permite manter serviços essenciais de comunicação e localização mesmo em regiões onde não há sinal convencional de celular.

O Vivo Satélite já está disponível e prevê beneficiar inicialmente 50 milhões de assinantes, entre consumidores e empresas. O serviço permite enviar e receber mensagens por WhatsApp, SMS, RCS, iMessage e Google Mensagens, além de acessar o Google Maps, o Apple Maps e o aplicativo Vivo. A conexão ocorre automaticamente em aparelhos compatíveis quando o usuário entra em uma área sem cobertura terrestre, embora alguns modelos possam exigir configurações manuais.

Para pessoas físicas, o acesso é gratuito durante 12 meses promocionais. Para clientes empresariais, o período é de três meses, com exceção dos terminais de comunicação entre máquinas (M2M), que terão pacotes específicos. A elegibilidade varia conforme o plano contratado. A Vivo também prevê aplicações para a internet das coisas (IoT), com  o uso de sensores em áreas rurais sem cobertura terrestre.

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Em entrevista ao Terra, Alex Salgado explica os objetivos da parceria, os limites da tecnologia, o funcionamento do serviço e as oportunidades para ampliar o uso de dispositivos conectados no campo. Leia a íntegra da conversa:

Como a parceria entre Vivo e Starlink se encaixa na estratégia de expansão da cobertura da operadora?

A Vivo sempre buscou ter a maior cobertura do Brasil. Temos o maior número de sites do País e uma grande infraestrutura de rede. Mas, quando olhamos para o território brasileiro, vemos que há muitas regiões sem cobertura de comunicação celular.

Com a evolução da tecnologia de satélites, entendemos que a conexão direta entre satélite e dispositivo, conhecida como Direct to Device (D2D), complementa muito bem a nossa rede terrestre. É uma tecnologia voltada para áreas externas, que não tem a mesma penetração de uma rede terrestre em ambientes internos. Mas, em regiões remotas, rodovias, áreas agrícolas e florestas, ela permite ampliar o alcance da conectividade.

A parceria com a Starlink viabiliza essa extensão. A empresa tem a maior cobertura de satélites no Brasil, e a combinação de uma infraestrutura terrestre líder com uma rede de satélites amplia a possibilidade de comunicação para os nossos clientes em praticamente todo o território nacional.

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Quais serviços estarão disponíveis no lançamento do Vivo Satélite?

A tecnologia satelital ainda está em desenvolvimento, por isso não serão todos os serviços da Vivo que estarão disponíveis nesse primeiro momento. Vamos oferecer comunicação por SMS, RCS e WhatsApp, além de acesso ao Google Maps, ao Apple Maps e ao aplicativo Vivo.

A proposta é disponibilizar os recursos essenciais para que o cliente possa se comunicar e se localizar quando estiver fora da cobertura terrestre. No aplicativo Vivo, ele também poderá acessar funcionalidades como ativação e troca de planos.

Como será a transição entre a rede terrestre e a conexão via satélite? O cliente precisará fazer alguma operação para se conectar?

O funcionamento é automático quando o cliente sai da cobertura terrestre e entra em uma área atendida pelo serviço de satélite. O modelo é semelhante ao roaming: o aparelho deixa uma rede e passa a utilizar outra.

Há, porém, um ponto importante: o smartphone precisa estar configurado para esse tipo de conexão. Alguns aparelhos fazem isso automaticamente; outros podem exigir ajustes manuais.

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Estamos trabalhando de forma coordenada com os sistemas operacionais iOS e Android para viabilizar o modo satélite dos smartphones. Nos aparelhos que não contam com essa funcionalidade, a Vivo disponibilizará orientações no site e no aplicativo, com instruções de configuração para os modelos compatíveis.

Como o Vivo Satélite amplia a presença da operadora em áreas rurais e remotas?

Para os clientes da Vivo, vamos passar a ter cobertura em praticamente todo o território nacional. Durante um teste-piloto na região do Tapajós, na Amazônia, por exemplo, utilizei normalmente os serviços de mensagens e localização.

Com o serviço, nossos clientes poderão enviar mensagens e utilizar mapas em regiões onde não há cobertura terrestre. É importante ressaltar que essa conexão funciona melhor em ambientes externos e não oferece a mesma penetração em ambientes internos. Isso acontece porque a potência de transmissão de um celular é diferente da de uma antena dedicada, como a utilizada em serviços de banda larga via satélite.

De que maneira essa ampliação pode se transformar em uma vantagem competitiva para a Vivo?

A Vivo já tem a maior cobertura terrestre do Brasil. Com o satélite, ampliamos essa vantagem e levamos a conectividade ao maior número possível de regiões, combinando duas tecnologias que se complementam: a rede terrestre e a rede de satélite.

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É mais uma iniciativa de inovação para oferecer aos clientes a melhor experiência possível de conectividade, ampliando o alcance dos nossos serviços.

Quantos clientes terão acesso ao serviço e como funcionará a oferta?

No lançamento, serão cerca de 50 milhões de acessos habilitados sem cobrança adicional durante o período promocional. Estão incluídos clientes de planos pós-pagos elegíveis, clientes Controle de determinados planos e clientes pré-pagos que atendam aos critérios de recarga.

Quem não tiver um plano elegível poderá migrar para uma modalidade que contemple o serviço. No segmento empresarial, haverá um período de degustação de três meses. Depois, as empresas interessadas poderão contratar o serviço conforme as condições negociadas em seus contratos.

Também estamos considerando as aplicações de internet das coisas, especialmente aquelas que dependem de conectividade em áreas externas e rurais.

Qual é o potencial da parceria para o mercado de Internet das Coisas (IoT)?

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A Internet das Coisas tem múltiplas aplicações. Algumas já funcionam em regiões atendidas pela rede terrestre. Outras podem se beneficiar da conectividade satelital justamente por estarem em locais sem cobertura convencional.

Um exemplo é o monitoramento de rebanhos por meio de brincos conectados. Outro é o uso de sensores para acompanhar condições no campo. Essas aplicações passam a ser viáveis em regiões onde antes não havia cobertura terrestre.

Isso amplia as possibilidades de conexão de dispositivos e pode contribuir para melhorar a produtividade e a eficiência das operações.

O que muda para o cliente com a chegada do Vivo Satélite?

O principal benefício é poder contar com serviços essenciais de comunicação e localização em lugares onde antes não havia sinal de celular. A combinação das redes terrestre e satelital amplia o alcance da conectividade e permite levar esses recursos a regiões mais distantes, respeitando as limitações atuais da tecnologia.

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A evolução da rede de satélites também deverá permitir, no futuro, conexão de dados em alta velocidade e novos recursos e serviços.

Fonte: Portal Terra
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