Vivo lucra R$ 6,2 bilhões em 2025 e amplia Vivo Ventures e 5G

Receita avança 6,7%, serviços digitais ganham peso e contrato com Sabesp impulsiona área corporativa

23 fev 2026 - 12h18
(atualizado às 12h22)
Resumo
A Vivo registrou lucro de R$ 6,2 bilhões em 2025, com expansão em 5G, fibra óptica e soluções digitais; ampliou investimentos no fundo Vivo Ventures e firmou um grande contrato de IoT com a Sabesp, além de reforçar seu compromisso com sustentabilidade e inovação.
Vivo fica entre as empresas com melhores práticas sustentáveis do mundo pelo 6º ano consecutivo
Vivo fica entre as empresas com melhores práticas sustentáveis do mundo pelo 6º ano consecutivo
Foto: Reprodução/Guiaderodas

A Vivo encerra 2025 lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, alta de 11,2%, receita de R$ 59,6 bilhões (+6,7%) e Ebitda, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, de R$ 24,8 bilhões (+8,5%), com margem de 41,7%. Somente no quarto trimestre, a empresa atingiu R$ 1,9 bilhão, aumento de 6,5% em comparação com 2024 e com receita de R$ 15,6 bilhões. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 23, por Christian Gebara, CEO da Vivo.

Além dos números operacionais, a companhia reforçou a aposta em inovação aberta como pilar de crescimento ao ampliar o capital do Vivo Ventures para R$ 470 milhões — R$ 150 milhões a mais que o montante original. 

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“Esse investimento de R$ 150 milhões comprova que é a nossa aposta pela inovação aberta”, destacou Gebara.

Vivo Ventures no centro da estratégia digital

Desde sua criação em 2022, o fundo já investiu mais de R$ 220 milhões em 14 startups, sendo sete aportes realizados apenas em 2025. Entre os investimentos estão empresas como Asaas e 180 Seguros, com participações que variam, em média, entre 1% e 5%.

O fundo é peça complementar da estratégia de crescimento digital, segundo explica o CEO da Vivo. “A nossa aposta é decidida pela inovação aberta. Queremos flexibilidade para capturar oportunidades que incrementem a relevância das verticais onde atuamos.”

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Os investimentos têm foco em áreas como serviços financeiros, saúde, fidelização e soluções corporativas, reforçando o ecossistema digital da empresa.

Crescimento com disciplina financeira

Os aportes da companhia somaram R$ 9,3 bilhões em 2025, equivalentes a 15,6% da receita --redução de 0,9 ponto percentual na comparação anual, refletindo disciplina financeira, no entanto, ampliando faturamento. A geração de caixa livre foi de R$ 9,2 bilhões (+11,4%). A remuneração aos acionistas totalizou R$ 6,4 bilhões, com payout de 103,4%.

“Alcançamos um dos melhores resultados financeiros de nossa história, sustentados por crescimento consistente e inovação contínua”, disse Gebara.

A maior parte do capex (investimentos para manter ou ampliar capacidade operacional) foi direcionada à expansão da rede, especialmente do 5G, que chegou a 716 municípios e passou a cobrir 67,7% da população. A rede de fibra alcançou 31 milhões de domicílios em 453 cidades.

A migração do modelo de concessão para autorização, formalizada com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), deve permitir intensificar investimentos em digitalização e cobertura. A companhia estima monetizar R$ 4,5 bilhões em ativos legados até 2028, sendo R$ 3 bilhões com venda de cobre e R$ 1,5 bilhão com imóveis.

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Pós-pago lidera e 5G impulsiona vendas

A base total de acessos atingiu 116,7 milhões, dos quais 103 milhões na rede móvel. O pós-pago somou 70,8 milhões de linhas (+6,5%), mantendo liderança de mercado com 40,3% de participação.

No quarto trimestre, a receita móvel foi de R$ 9,8 bilhões (+7%), impulsionada pelo pós-pago, que cresceu 9% e faturou R$ 8,4 bilhões. A empresa adicionou 930 mil novos clientes pós-pagos no período, com churn mensal de 1%.

A venda de aparelhos e eletrônicos somou R$ 1,3 bilhão no trimestre (+13,7%). Smartphones 5G responderam por 97,1% das unidades comercializadas.

Os números reforçam a proposta da Vivo de ser um ponto completo para a venda de eletrônicos. “Em algumas cidades menores, a loja da Vivo é o único local onde é possível ter acesso aos eletrônicos.”

Fibra avança 

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O segmento fixo gerou R$ 4,4 bilhões no quarto trimestre (+5,4%). A receita de fibra atingiu R$ 2 bilhões (+9,8%), com 7,8 milhões de clientes conectados --alta anual de 12%.

A oferta convergente Vivo Total (fibra e móvel) chegou a 3,4 milhões de assinantes, crescimento de 40,9% em um ano, representando 43,2% da base de fibra. 

B2B cresce quase 30% e fecha maior acordo de IoT

Os novos negócios digitais B2C e B2B cresceram 27% no ano, somando R$ 7,2 bilhões — 12,1% da receita total.

No mercado corporativo, as receitas chegaram a R$ 5,3 bilhões (+29,5%). Cloud foi o principal destaque, com crescimento de 37,8% e faturamento superior a R$ 2,6 bilhões. Serviços de cibersegurança, big data, IoT, mensageria e TI completam o portfólio.

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A companhia firmou com a Sabesp o que classificou como o maior contrato de IoT do mundo, prevendo a instalação de 4,4 milhões de hidrômetros inteligentes em São Paulo e São José dos Campos.

“A nossa penetração de serviços digitais na base B2B ainda é de 15%. Temos uma oportunidade relevante de crescimento”, projetou Gebara. O B2B representou 22,6% da receita total em 2025.

Já no B2C, os novos negócios somaram R$ 2 bilhões (+20,7%). A vertical de Saúde e Bem-Estar faturou R$ 101 milhões (+69,9%), com 471 mil assinantes.

Sustentabilidade reforça posicionamento

Em ESG, a empresa manteve protagonismo. Foi a primeira colocada no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, ficou em quinto lugar global no setor de telecom no Corporate Sustainability Assessment da S&P Global e integrou a A-List do Carbon Disclosure Project. Também foi apontada como a mais sustentável da América Latina pela Corporate Knights.

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Durante a COP 30, participou como apoiadora e painelista. Na agenda ambiental, lançou a iniciativa Floresta Futuro Vivo, em parceria com a re.green, com meta de recuperar e proteger 800 hectares na Amazônia ao longo de 30 anos.

Na frente social, a Fundação Telefônica Vivo investiu R$ 47 milhões em educação e inclusão digital, beneficiando mais de dois milhões de pessoas.

Fonte: Portal Terra
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