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Como funciona a conexão no celular por satélite? Entenda a tecnologia que levará sinal até para áreas mais remotas

Direct-to-Cell ou Direct to Device complementa as redes móveis de antenas, com foco em regiões isoladas e situações de emergência

26 out 2026 - 11h31
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Acesso por satélite permitirá conexão em 100% do território brasileiro
Acesso por satélite permitirá conexão em 100% do território brasileiro
Foto: Imagem gerada por IA/Chatgpt

A Vivo anunciou nesta semana o lançamento do Vivo Satélite, parceria com a Starlink Mobile para oferecer sinal de celular via satélite em áreas remotas e, assim, garantir conectividade em todo o território brasileiro. Mas como essa tecnologia funciona?

A tecnologia conhecida como Direct-to-Cell ou Direct to Device (D2D) usa satélites como se fossem "torres de celular no espaço". A proposta não é substituir as redes móveis tradicionais, mas complementar sua cobertura em áreas remotas ou em situações de emergência.

Como funciona a telefonia por satélite no celular?

Em uma rede móvel convencional, o smartphone se conecta a uma antena instalada em solo, que encaminha a comunicação para a infraestrutura da operadora.

Na telefonia celular por satélite, o aparelho se conecta diretamente a um satélite em órbita espacial, que retransmite o sinal para estações terrestres e para a rede da operadora. Em outras palavras, o satélite assume o papel que normalmente seria desempenhado por uma torre de celular em locais onde não há antenas disponíveis.

É possível fazer ligação telefônica comum?

Por enquanto, o formato de conexão direta opera no estágio inicial restrito a mensagens e áudios via aplicativos e compartilhamento de localização.

A partir da chegada de uma nova geração se constelações de satélites, prevê-se a inclusão de outros serviços, como chamadas telefônicas e conexões de internet com velocidades maiores.

A tecnologia funciona em qualquer lugar?

A cobertura dos satélites pode alcançar praticamente qualquer região do planeta, incluindo oceanos, desertos, montanhas e áreas rurais remotas. Ela depende, porém, de dois fatores principalmente:

  • Visão relativamente desobstruída do céu. Obstáculos como prédios altos, florestas densas ou formações rochosas podem dificultar a comunicação com os satélites;
  • Compatibilidade do aparelho. No Brasil, dezenas de modelos já estão aptos a acessar esse tipo de tecnologia.

Onde essa nova tecnologia pode fazer mais diferença?

A principal vantagem está em regiões remotas e posições de difícil acesso, onde a infraestrutura terrestre é mais complexa ou até mesmo inviável.

Entre os cenários mais beneficiados estão áreas rurais afastadas, regiões amazônicas, estradas isoladas e navegação marítima, entre outros.

Também pode ser útil durante desastres naturais ou eventos climáticos extremos que afetem as antenas.

A tecnologia substitui as antenas tradicionais, de 3G, 4G e 5G?

Não. Na verdade, a conectividade por satélite atua como complemento das redes móveis, e não como substituta.

As antenas terrestres apresentam vantagens, como menor latência, maior capacidade para atender milhões de usuários simultaneamente e velocidades mais altas.

Qualquer smartphone acessa a rede sem acessório extra?

Não, mas já existem diversos modelos, inclusive entre os mais vendidos no Brasil, que operam esta tecnologia sem necessidade de antenas acopladas ou outros tipos de acessórios.

A conexão ocorre automaticamente em aparelhos compatíveis quando o usuário entra em uma área sem cobertura terrestre, embora alguns modelos possam exigir configurações manuais.

A expectativa é que o suporte se torne cada vez mais comum nos próximos anos.

Para saber se o seu smartphone pode receber conexão por satélite, acesse o www.vivo.com.br/satelite e confira a lista completa.

Fonte: Portal Terra
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