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Empresários cobram reformas, equilíbrio fiscal e mais competitividade no governo Lula

Representantes do setor produtivo também defendem união nacional e avanços regulatórios para atrair investimentos

26 out 2026 - 14h39
Resumo
Representantes do setor empresarial parabenizaram Lula pela vitória e cobraram equilíbrio fiscal, reformas e redução do Custo Brasil para aumentar a competitividade. Entidades do varejo, indústria siderúrgica, telecomunicações e bancos defenderam estabilidade institucional e avanço de pautas específicas, como a desoneração da cesta básica, o combate às apostas online e a queda dos juros, mantendo disposição aberta para dialogar com o novo governo em favor do crescimento sustentável.

Representantes do setor empresarial cumprimentaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas urnas e aproveitaram para cobrar reformas, equilíbrio fiscal e medidas de aumento da competitividade. Entidades de varejo, indústria, serviços, telecomunicações e bancos também defenderam união nacional, estabilidade institucional e avanços regulatórios em suas áreas de atuação.

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Entre as demandas, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) defendeu a preservação da desoneração da cesta básica prevista na reforma tributária, para ampliar o acesso à alimentação e reduzir o custo de vida. A entidade também pediu o fim das bets, pelos impactos que atribui à atividade sobre o endividamento das famílias e a renda destinada à alimentação, além da manutenção das regras do vale-alimentação e vale-refeição para reduzir custos.

"A Abras coloca-se à disposição para contribuir com uma agenda que estimule a competitividade, a geração de empregos e a eficiência no abastecimento, garantindo à população produtos de qualidade a preços acessíveis", afirmou o presidente da entidade, João Galassi. A associação também defendeu o debate sobre o fim da reeleição para cargos do Executivo e reconheceu a participação de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.

Para 2027, Salomon citou como prioridades a implementação da Lei do Combustível do Futuro, os desdobramentos do RenovaBio, as regras tributárias para a Zona Franca de Manaus no contexto da reforma tributária e a discussão sobre a chamada "bomba branca".

Lula é reeleito presidente do Brasil
Lula é reeleito presidente do Brasil
Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou que a agenda da indústria siderúrgica independe do governo e destacou a relação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), especialmente na defesa comercial. No campo macroeconômico, ele apontou o equilíbrio fiscal, a redução dos juros e a recuperação da competitividade como prioridades.

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"Para a retomada do crescimento econômico de forma sustentada, a condição básica é a questão fiscal. O segundo grande ponto é a recuperação da competitividade sistêmica, na qual a grande questão é a redução do custo Brasil", afirmou.Lopes avaliou que o Congresso com o qual Lula terá de negociar tende a ser mais desafiador do que no terceiro mandato do petista, embora possa haver convergência conforme as pautas. Sobre a decisão de Zanin, disse que a medida deve gerar "algum nível de questionamento".

Telecomunicações e bancos

A Conexis, associação que representa Algar, Claro, Sercomtel, Vivo e TIM, parabenizou Lula e o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin, e reiterou a disposição de manter o diálogo com o governo. Entre as pautas do setor, o presidente da entidade, Marcos Ferrari, destacou a soberania digital.

"A soberania é um dos pontos importantes do conjunto de propostas que enviamos aos candidatos. E, nessa linha, temos convergência com as propostas do presidente reeleito", afirmou.No setor financeiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) colocou sua "capacidade técnica à disposição" do presidente eleito e da equipe econômica para contribuir com a agenda de temas bancários.

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa instituições de médio porte, também manifestou disposição para dialogar com o novo governo sobre pautas de interesse do País.

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