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Petróleo atinge máxima de cinco semanas com ataques entre EUA e Irã e ameaça de bloqueio dos houthis

21 jul 2026 - 16h17
(atualizado às 18h38)

Os preços do petróleo ‌subiram cerca de 2% nesta terça-feira, para a maior cotação em cinco semanas, devido a temores de que as interrupções no abastecimento de energia possam se agravar no Oriente Médio, em função de novos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e da ameaça de bloqueio naval à Arábia Saudita por parte ⁠dos houthis do Iêmen.

Os futuros do Brent subiram US$1,79, ou 2%, fechando a US$91,01 ‌o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$1,68, ou 2%, fechando a US$84,91.

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Esse foi o maior fechamento do Brent desde 10 ‌de junho e do WTI desde 11 de ‌junho. Isso também manteve o Brent em território tecnicamente sobrecomprado pelo sétimo ⁠dia consecutivo, pela primeira vez desde junho de 2025.

"A alta não se deve necessariamente aos barris perdidos hoje, mas sim ao fato de o mercado atribuir uma probabilidade maior de que a logística permaneça instável ao longo da semana, especialmente se as exportações sauditas para a Ásia ou o trânsito pelo Mar Vermelho ‌enfrentarem interrupções adicionais", afirmaram analistas da consultoria Gelber & Associates em uma nota.

Dois petroleiros ‌que transportavam petróleo saudita para ⁠a Ásia mudaram ⁠de rota no Mar Vermelho nesta terça-feira, após ameaças dos houthis, alinhados ao Irã. As ⁠forças americanas bombardearam alvos no sul e ‌no oeste do Irã durante ‌a madrugada; Teerã atacou instalações americanas no Barein, no Kuweit e na Jordânia, e pelo menos um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz.

Os houthis anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita na segunda-feira, ampliando ⁠o conflito e aumentando a ameaça ao abastecimento energético global e ao comércio para além do Golfo Pérsico.

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Os dois petroleiros, que carregaram petróleo saudita com destino à China e à Índia nesta semana, deram meia-volta e seguiram em direção ao Canal de Suez, segundo dados ‌de navegação da LSEG. No entanto, fontes afirmaram que o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, na Arábia Saudita, estava operando normalmente.

As exportações de petróleo da ⁠Arábia Saudita caíram pelo terceiro mês consecutivo em maio, atingindo uma mínima histórica, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Joint Organizations Data Initiative.

À medida que a guerra da Rússia contra a Ucrânia se expande para além das fronteiras ucranianas, o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) parou de receber petróleo do Cazaquistão após suspender os carregamentos na segunda-feira devido a ataques a petroleiros em seu terminal no Mar Negro, segundo três fontes do setor.

A Rússia acusou a Ucrânia de ter como alvo os petroleiros do CPC. A Ucrânia não se pronunciou sobre os ataques.

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