A Petrobras e a Seatrium lançaram as FPSOs P-80 e P-82 para o campo de Búzios, com operação prevista para 2026 e capacidade de somar 450 mil barris de petróleo por dia. As unidades partirão de Cingapura entre setembro e outubro para reforçar as exportações brasileiras, voltadas principalmente ao mercado da Ásia-Pacífico, como China, Índia, Japão e Coreia do Sul, suprindo a demanda global impactada por conflitos no Oriente Médio.
A Petrobras e a Seatrium lançaram nesta quinta-feira duas embarcações que aumentarão a produção de petróleo no campo pré-sal de Búzios, o maior do país, em 450 mil barris por dia no próximo ano.
• As novas plataformas permitirão que o Brasil aumente ainda mais as exportações para atender à demanda global, enquanto as refinarias enfrentam perda do abastecimento do Oriente Médio devido ao conflito entre os EUA e o Irã.
• As unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga (FPSO), P-80 e P-82, devem partir de Cingapura com destino ao Brasil em setembro e no início de outubro, respectivamente, informou um representante da Seatrium a repórteres.
• A viagem levará cerca de 70 dias, e espera-se que ambas as embarcações comecem a produção no primeiro semestre de 2026, informaram a Seatrium e a Petrobras. Cada FPSO foi projetada para produzir até 225 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
• "Búzios é o maior campo do Brasil em termos de reservas e produção e já ultrapassou a marca de 1,2 milhão de barris por dia", afirmou a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard.
• A Petrobras detém uma participação de quase 90% no campo e o opera em parceria com as empresas chinesas CNOOC e CNPC.
• Chambriard disse à Reuters que o petróleo bruto de Búzios seria vendido principalmente para clientes na região da Ásia-Pacífico.
• "A demanda da Coreia do Sul e do Japão está aumentando, enquanto a China vem comprando nosso petróleo há muito tempo", disse ela. "A Índia, por exemplo, nos pediu para vender o máximo possível."
• A produção de petróleo do Brasil cresceu 19,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior em junho, atingindo um recorde de 4,5 milhões de bpd, informou a ANP, agência reguladora do setor.
• As exportações de petróleo bruto atingiram uma média de 2,5 milhões de bpd no acumulado do ano, um aumento acentuado em relação aos 2,1 milhões de bpd em 2025 e ao 1,7 milhão de bpd em 2024, segundo dados da Kpler. A China foi o maior destino, recebendo cerca de 1,1 milhão de bpd no ano.