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Payroll testa apostas para o Fed enquanto Ormuz mantém mercados sob cautela

Apesar das tensões em Ormuz, os preços do petróleo recuam nesta manhã

7 ago 2026 - 10h21
Resumo
O payroll, um dos preferidos do Federal Reserve (Fed) na condução da política monetária, divide espaço com as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mantendo petróleo e geopolítica no centro das atenções dos investidores.
Foto: Rick Bower / AP

Os mercados globais operam em terreno positivo nesta sexta-feira (7), em uma sessão marcada pela expectativa em torno do relatório de empregos (payroll) de julho nos Estados Unidos e pela retomada das tensões no Oriente Médio. O indicador, um dos preferidos do Federal Reserve (Fed) na condução da política monetária, divide espaço com as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mantendo petróleo e geopolítica no centro das atenções dos investidores.

A expectativa de uma solução diplomática entre Estados Unidos e Irã perdeu força ao longo da quinta-feira, após novos episódios de instabilidade na região. Relatos de ataques dos houthis contra alvos sauditas no Mar Vermelho, explosões na ilha iraniana de Qeshm e a divulgação de um esboço de acordo entre Irã e Omã aumentaram as dúvidas sobre o avanço das negociações.

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O plano preliminar apresentado por Teerã prevê restrições à passagem de embarcações dos Estados Unidos, Israel e países considerados “hostis” pelo Irã pelo Estreito de Ormuz, além da possibilidade de cobrança de pedágios. Ao mesmo tempo, a agência iraniana Fars, ligada ao governo do país, informou que Irã e Omã negociam um acordo temporário para manter abertas as atuais rotas de navegação antes de uma possível migração para um corredor central.

Apesar do aumento das tensões, os preços do petróleo recuam nesta manhã. O contrato do Brent para outubro cai 0,57%, cotado a US$ 82,02 por barril, enquanto o WTI para setembro registra queda de 0,44%, negociado a US$ 76,95.

No Brasil, os investidores repercutem o balanço da Petrobras, divulgado ontem após o fechamento do mercado. A estatal reportou lucro líquido de R$ 52,44 bilhões no segundo trimestre, alta de 96,8% em relação ao trimestre anterior e acima da expectativa de analistas, que projetavam resultado de R$ 44,69 bilhões.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento da produção, maior utilização das refinarias e preços elevados do petróleo durante praticamente todo o trimestre. A Petrobras também anunciou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos, equivalentes a R$ 1,348 por ação. 

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