Os oito países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiram neste domingo, 5, aumentar a sua produção em 206 mil barris de petróleo por dia no mês de maio, conforme anúncio feito pelo organismo internacional.
O grupo é formado pela Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã.
Os países reafirmaram, no comunicado, a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para aumentar, suspender ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção.
Eles reiteraram ainda a declaração do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC, na sigla em inglês) em sua 65ª reunião, destacando a importância de salvaguardar as rotas marítimas internacionais para garantir o fluxo ininterrupto de energia, diante de um cenário de guerra entre Irã, EUA e Israel, que vem mantendo fechado o Estreito de Ormuz.
Pelo estreito passam cerca de 20% de todo o petróleo global, o que pode fazer com que o aumento agora anunciado pela Opep+ seja praticamente inócuo, dada a dificuldade de transporte de cargas marítimas pela via usada pela maior parte dos membros da Opep+.
Infraestrutura
O bloco também expressou preocupação, diante do conflito no Oriente Médio, em relação aos ataques à infraestrutura energética dos países produtores do combustível fóssil, e pontuou que a restauração da capacidade total dos ativos energéticos danificados é demorada.
Os países também enfatizaram que quaisquer ações que comprometam a segurança do fornecimento de energia aumentam a volatilidade do mercado e enfraquecem os esforços coletivos no âmbito da Declaração de Conformidade para apoiar a estabilidade do mercado em benefício dos produtores, consumidores e da economia global.
Os oito países da Opep+ farão reuniões mensais para revisar as condições de mercado, sendo que a próxima está marcada para 3 de maio.