Oncoclínicas busca impedir interferência do BRB com tutela antecipada

3 mar 2026 - 11h47

A Oncoclínicas disse nesta ‌terça-feira que obteve uma tutela antecipada em caráter antecedente impedindo o Banco de Brasília (BRB) de promover mudanças na gestão ou na governança dos fundos ⁠detentores (FIPs) de ações da empresa.

Conforme ‌comunicado emitido ao mercado, a tutela também impede o BRB de ‌dispor sobre as cotas ‌e ativos dos referidos fundos.

Publicidade

O ⁠BRB possui 98,3 milhões de ações da Oncoclínicas, representando uma participação de 8,68%, segundo informações no site da companhia.

A Oncoclínicas destacou que a ‌decisão judicial liminar não representa um ‌desfecho definitivo ⁠e final ⁠do assunto, já que está sujeita aos ⁠recursos previstos ‌em lei.

O grupo ‌declarou anteriormente que as cotas da Oncoclínicas detidas pelo Banco Master foram transferidas para o BRB ⁠após a liquidação extrajudicial, e que iria tomar medidas que incluem o exercício de opção de compra sobre os ‌FIPS Quiron e Tessalia, que detêm ações da Oncoclínicas.

O Banco Master se ⁠tornou acionista da Oncoclínicas em 2024 com participação de 20% na empresa após injetar R$1 bilhão por meio dos FIPs em uma rodada de aumento de capital. A participação foi posteriormente diluída a 8,68% decorrente de outro aumento de capital.

Publicidade

As ações da Oncoclínicas caíam 2,7% no pregão de terça-feira, a R$2,49.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações