A Oncoclínicas disse nesta terça-feira que obteve uma tutela antecipada em caráter antecedente impedindo o Banco de Brasília (BRB) de promover mudanças na gestão ou na governança dos fundos detentores (FIPs) de ações da empresa.
Conforme comunicado emitido ao mercado, a tutela também impede o BRB de dispor sobre as cotas e ativos dos referidos fundos.
O BRB possui 98,3 milhões de ações da Oncoclínicas, representando uma participação de 8,68%, segundo informações no site da companhia.
A Oncoclínicas destacou que a decisão judicial liminar não representa um desfecho definitivo e final do assunto, já que está sujeita aos recursos previstos em lei.
O grupo declarou anteriormente que as cotas da Oncoclínicas detidas pelo Banco Master foram transferidas para o BRB após a liquidação extrajudicial, e que iria tomar medidas que incluem o exercício de opção de compra sobre os FIPS Quiron e Tessalia, que detêm ações da Oncoclínicas.
O Banco Master se tornou acionista da Oncoclínicas em 2024 com participação de 20% na empresa após injetar R$1 bilhão por meio dos FIPs em uma rodada de aumento de capital. A participação foi posteriormente diluída a 8,68% decorrente de outro aumento de capital.
As ações da Oncoclínicas caíam 2,7% no pregão de terça-feira, a R$2,49.