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Mercados avançam com expectativa de trégua entre EUA e Irã

Sinais positivos vieram após dez noites consecutivas de ataques

21 jul 2026 - 10h28
Resumo
Com as expectativas em alta sobre uma trégua na guerra, o petróleo perdeu parte da força observada na abertura, mas ainda segue negociado em patamares elevados. O Brent para setembro sobe 1,06%, a US$ 90,18 por barril, enquanto o WTI para agosto avança 1,05%, a US$ 83,34.
Irã durante um dos ataques dos Estados Unidos nos últimos dias
Irã durante um dos ataques dos Estados Unidos nos últimos dias
Foto: Reuters

Os mercados globais iniciam esta terça-feira (21) em alta, impulsionados por sinais de uma possível trégua temporária entre Estados Unidos e Irã, após dez noites consecutivas de ataques norte-americanos. A notícia de que Teerã recebeu uma proposta de cessar-fogo de 10 dias, para preservar o memorando de entendimento firmado em 17 de junho, melhorou o humor dos investidores e reduziu parte da aversão ao risco. 

Apesar do avanço diplomático, o presidente Donald Trump prometeu retaliar a morte de militares americanos em ataques recentes, mantendo elevado o risco de uma nova escalada do conflito.

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Com as expectativas em alta, o petróleo perdeu parte da força observada na abertura, mas ainda segue negociado em patamares elevados. O Brent para setembro sobe 1,06%, a US$ 90,18 por barril, enquanto o WTI para agosto avança 1,05%, a US$ 83,34. Os preços continuam sustentados pelos riscos ao abastecimento global, em meio ao enfraquecimento do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que caiu ao menor nível desde o início do conflito, com menos de 10 navios por dia desde 18 de julho, comprometendo o transporte de petróleo e gás pela principal rota energética do mundo.

A preocupação dos investidores também se estende ao Mar Vermelho, após os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, anunciarem que passarão a atacar embarcações sauditas, ampliando os riscos sobre outra rota estratégica do comércio internacional. Além da relevância para o mercado de energia, a região concentra cerca de 20% do transporte mundial de contêineres. 

Um eventual bloqueio obrigaria os navios a contornar o Cabo da Boa Esperança, aumentando o percurso em cerca de 6 mil quilômetros e entre 10 e 15 dias, o que elevaria os custos logísticos e ampliaria os riscos inflacionários globais.

O clima de otimismo impulsiona os mercados globais. Na Europa, as bolsas operam em leve alta, acompanhando a melhora do sentimento nos mercados após os sinais de distensão entre Washington e Teerã, enquanto os investidores também repercutem o início da temporada de balanços e indicadores econômicos. Na Ásia, os principais índices também subiram, recuperando parte das perdas recentes.

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No Brasil, o foco recai sobre a resposta do governo ao novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos, que entra em vigor nesta quarta-feira (22). O Palácio do Planalto inicia reuniões com os setores mais afetados, especialmente as indústrias de calçados, têxtil e plástico, enquanto busca ampliar as medidas de apoio previstas no programa Brasil Soberano.

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