Mercado esperava Selic em 14% no fim de 2026 em questionário usado como referência pelo Copom

24 jun 2026 - 09h58

O mercado financeiro esperava, ‌antes da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que a Selic encerraria 2026 em 14,00% e 2027 em 12,00%, mostrou nesta quarta-feira a mediana do Questionário Pré-Copom, que foi usado pelo BC para avaliar possíveis trajetórias para os juros.

O documento ⁠mostra que a maior parte dos agentes de mercado esperava que ‌a autarquia cortaria a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada do Copom, a 14,25% ‌ao ano, em linha com o ‌que foi feito e também alinhado com o que os ⁠participantes da pesquisa acreditavam ser necessário fazer.

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Após esse corte, a maior parte dos respondentes previa uma manutenção da Selic pelo BC nas duas reuniões seguintes, em agosto e setembro, movimento que eles também apontaram na pesquisa considerar ser o mais adequado.

Enviado a instituições ‌financeiras no início do mês, com prazo de resposta até a semana ‌anterior à reunião do ⁠Copom, o ⁠questionário apresenta projeções dos agentes sobre indicadores econômicos e análises sobre a condução ⁠da política monetária, colaborando para ‌subsidiar a decisão de ‌juros do BC.

Ao tomar a decisão da semana passada, a autarquia considerou "mais adequadas" trajetórias da Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, no questionário pré-Copom e na precificação ⁠da política monetária, destacando que elas levariam a inflação ao alvo no primeiro trimestre de 2028 e afastariam "volatilidade excessiva" no mercado e na economia.

O BC alertou na ata da reunião que uma eventual tentativa de atingir a ‌meta de inflação de 3% no último trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, demandaria "variações abruptas de direção e ⁠de grande magnitude na Selic".

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O boletim Focus anterior à reunião do Copom da semana passada apontava para mais um corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto e outro equivalente em dezembro, fechando 2026 em 13,75% ao ano, mas instituições já começavam a apontar para um ciclo menor, com as projeções dos últimos cinco dias de respostas apontando para a taxa de 14% ao final do ano.

Na ata da reunião, a autoridade monetária disse que essas trajetórias consideradas mais adequadas "contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração" dos juros.

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