Países de fora da zona do euro não estão avançando muito no processo de adesão, afirma BCE

24 jun 2026 - 09h58

Os países da União Europeia que ‌não fazem parte da zona do euro tiveram pouco ou nenhum progresso em termos de convergência nos últimos anos e até mesmo a Hungria, o país que mais ativamente discute a adesão, não cumpre nenhum dos critérios, segundo um relatório do Banco Central Europeu ⁠divulgado nesta quarta-feira.

Todos os membros da UE, com exceção da Dinamarca, ‌têm a obrigação legal de adotar a moeda comum, mas o descumprimento não é penalizado. Por isso, apenas alguns estão trabalhando ‌ativamente para aderir, enquanto a maioria ‌prefere manter a margem de manobra proporcionada por uma política ⁠monetária independente.

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"O progresso rumo ao cumprimento dos critérios de convergência foi prejudicado por choques externos", afirmou o BCE em um relatório bienal, ecoando uma conclusão semelhante feita há dois anos e sugerindo que o progresso ficou essencialmente estagnado.

"As finanças públicas se deterioraram na maioria ‌dos países desde o Relatório de Convergência de 2024, com os ‌índices de dívida em ⁠relação ao PIB, ⁠em alguns casos, aumentando significativamente", afirmou o BCE.

Embora a Bulgária tenha aderido ao ⁠bloco monetário no início do ‌ano, os cinco países ‌potenciais — República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Suécia — parecem estar todos a muitos anos de distância da adesão.

O novo governo da Hungria prometeu cumprir as condições, comumente conhecidas como critérios de ⁠Maastricht, até 2030, mas o país está entre os mais distantes dessa meta.

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O país apresenta os níveis mais elevados de dívida e taxa de juros entre os cinco, enquanto seu déficit orçamentário, taxa de inflação e nível ‌de volatilidade da moeda estão todos fora dos valores de referência.

Além disso, a lei do banco central do país não está em ⁠conformidade com os requisitos, e é necessário melhorar o Estado de Direito e combater a corrupção, segundo o relatório do BCE.

"Melhorar ainda mais a qualidade das instituições públicas e garantir que elas estejam livres de interferências políticas indevidas, combater a corrupção, implementar políticas adequadas para o mercado de produtos e salvaguardar o Estado de Direito são pré-requisitos para o crescimento econômico liderado pelo setor privado", afirmou o BCE sobre a Hungria.

A Hungria também enfrenta desafios estruturais relacionados ao envelhecimento da população, bem como a desequilíbrios emergentes entre a oferta e a demanda de qualificações no mercado de trabalho, acrescentou o BCE.

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