Membro do Fed diz que mundo pode ter de reduzir uso de petróleo e gás

27 mai 2026 - 08h09

O mundo pode precisar encontrar uma maneira ‌de sobreviver com menos petróleo e gás se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por muito mais tempo devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, disse a presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, nesta quarta-feira.

O Irã restringiu o ⁠transporte marítimo pelo estreito durante o conflito de três meses, forçando ‌o aumento dos preços da energia, dos alimentos e dos fertilizantes. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural ‌liquefeito do mundo transitava pela estreita via ‌navegável antes da guerra.

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"Com os suprimentos altamente restritos, se ⁠o transporte marítimo pelo estreito não retornar em breve aos níveis anteriores à guerra, o consumo mundial de petróleo e gás natural pode precisar cair de forma mais significativa do que até agora", disse Logan em discurso preparado a ser proferido em uma conferência ‌do Banco do Japão. "As consequências econômicas dependeriam do grau em que os ‌usuários finais pudessem mudar ⁠para outras ⁠fontes de energia ou usar a energia de forma mais eficiente, em vez ⁠de reduzir a atividade econômica."

Executivos ‌do setor de petróleo dos ‌EUA, em uma pesquisa recente do Fed de Dallas, disseram que esperam que a produção de petróleo dos EUA aumente este ano em apenas 250 mil barris por dia e ⁠em apenas 500 mil barris por dia no próximo ano.

Isso se compara a uma redução na oferta global de petróleo de cerca de 13 milhões de barris por dia desde o início da guerra com o Irã - um ‌déficit que agora está sendo compensado em grande parte pela redução dos estoques que, segundo Logan, são finitos.

"De uma forma ou de ⁠outra, espero que os mercados de energia entrem em um equilíbrio aproximado em pouco tempo", disse Logan. "Se as moléculas não estiverem disponíveis, o mundo não poderá consumi-las."

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Logan foi uma das três autoridades do Fed que votaram contra a decisão do mês passado sobre a taxa de juros, por acharem que o banco central dos EUA deveria sinalizar que, devido ao aumento dos preços da energia e de outros produtos, um aumento da taxa é tão possível quanto um corte.

Em seus comentários preparados para a conferência desta quarta-feira, ela não ofereceu nenhuma previsão econômica de curto prazo nem fez comentários sobre a política monetária.

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