Marcopolo vê potencial de retomada do mercado argentino em 2027

10 set 2026 - 09h01
Resumo
A Marcopolo projeta retomar vendas na Argentina em 2027 com a renovação da frota a gás e a estabilização local. A fabricante também mira oportunidades no México e estabilidade na Austrália, além de estrear na Europa com o modelo G8 Tec, aproveitando o fechamento de fábricas locais. No Brasil, a empresa aposta na renovação de concessões de ônibus urbanos a partir de 2027 em cidades como Rio e Curitiba. Apesar dos planos de expansão, as ações da companhia acumulam queda de mais de 20% no ano.

A Marcopolo ‌espera ver uma retomada da demanda no mercado argentino em 2027 devido à necessidade de renovação da frota apoiada pela transição do diesel para o gás, disse o presidente executivo, André Armaganijan, durante ⁠apresentação da empresa a investidores nesta quarta-feira.

Trabalhador opera na linha de produção de carrocerias de ônibus na fábrica da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, com operações em vários continentes, em Caxias do Sul, Brasil, em 25 de março de 2026
REUTERS/Diego Vara
Trabalhador opera na linha de produção de carrocerias de ônibus na fábrica da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, com operações em vários continentes, em Caxias do Sul, Brasil, em 25 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara
Foto: Reuters

Segundo o ‌executivo e sua equipe, a Argentina é um mercado que, desde 2018, não renova sua ‌frota no ritmo necessário, mas ‌que agora dá sinais de estabilização econômica.

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O ⁠mercado argentino gerou receita líquida de R$875,4 milhões para o grupo em 2025. No primeiro semestre de 2026, as vendas somaram apenas R$212,1 milhões.

Armaganijan também apontou o México como uma oportunidade para ‌renovação de frotas, em meio às dúvidas e ‌incertezas provocadas pelas ⁠tarifas comerciais ⁠impostas pelos Estados Unidos.

Já a Austrália deverá apresentar desempenho estável ⁠em 2027, acrescentou ‌o executivo.

A companhia desembacará ‌na Europa ainda neste mês, onde deve apresentar o novo modelo G8 Tec em Madrid, na Espanha. A entrada no continente ocorrerá ⁠inicialmente por Espanha, França, Itália e Portugal.

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O presidente-executivo afirmou que a forte concorrência entre fabricantes chineses e europeus levou ao fechamento de fábricas de carrocerias na Europa.

"Isso ‌fez com que a oferta de carrocerias nesses mercados ficasse muito reduzida e abriu uma janela ⁠de oportunidade gigantesca," disse.

No mercado brasileiro, o diretor financeiro, Pablo Motta, afirmou que a Marcopolo deverá ter uma "oportunidade importante" no segmento de ônibus urbanos, provavelmente a partir de 2027, diante de um novo ciclo de concessões e da reorganização dos sistemas de transporte público em grandes cidades, como Curitiba e Rio de Janeiro.

A ação preferencial da Marcopolo recuava 2,5% nesta quarta-feira, a R$4,20. No ano, o papel acumula desvalorização de mais de 20%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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