A caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 10,573 bilhões em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de perdas, segundo dados do Banco Central. No mês, as retiradas foram puxadas pelo SBPE (R$ 9,513 bilhões) e pelo setor rural (R$ 1,060 bilhão). No acumulado do ano, a aplicação já perdeu R$ 57,082 bilhões, mantendo a tendência de fuga de recursos observada desde 2021 em meio à Selic em patamar elevado, que limita o rendimento da poupança à TR acrescida de 0,5% fixos ao mês.
A caderneta de poupança no Brasil registrou em agosto retiradas líquidas de R$10,573 bilhões, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira.
Esse foi o terceiro mês seguido de saques depois de terem sido registrados depósitos em maio -- único mês no ano com entradas líquidas na poupança até agora. A aplicação tem registrado perdas anuais consecutivas de recursos desde 2021, com a grande maioria dos meses apresentando resultados negativos.
No mês passado, houve um saldo negativo de R$9,513 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), maior volume de saídas também desde março.
A poupança rural teve em agosto saques líquidos de R$1,060 bilhão.
No ano, a poupança acumula saques líquidos de R$57,082 bilhões até agosto.
A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano -- a taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano.