Os preços ao produtor nos EUA subiram 0,4% em agosto, em linha com o esperado, acumulando alta de 5,4% em 12 meses. O avanço foi impulsionado pelo salto de 4,2% na energia, influenciado pelas tensões com o Irã sobre o petróleo. Alimentos e serviços subiram 0,1%. O resultado impacta o índice PCE, métrica de inflação usada pelo Federal Reserve, que passa por revisões metodológicas no cálculo de certos serviços a partir deste mês.
Os preços ao produtor nos Estados Unidos aumentaram em linha com as expectativas em agosto, em meio a uma recuperação no custo dos produtos de energia.
O índice de preços ao produtor para a demanda final subiu 0,4% no mês passado, após um aumento revisado para cima de 0,1% em julho, informou nesta quinta-feira o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% após estabilidade em julho informada anteriormente.
Nos 12 meses até agosto, os preços ao produtor avançaram 5,4%, após alta de 4,8% em julho.
Os preços da energia subiram 4,2% no mês uma vez que as hostilidades renovadas entre os Estados Unidos e o Irã impulsionaram os preços do petróleo. Os preços da energia haviam caído por dois meses consecutivos. Os preços no atacado dos alimentos subiram 0,1% após uma queda de 0,9% em julho.
Os preços dos bens de produção subiram 1,1%. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, eles aumentaram 0,4%. Os preços dos serviços tiveram alta de 0,1%, embora alguns componentes tenham apresentado fortes ganhos.
O Federal Reserve acompanha o índices PCE para sua meta de inflação de 2%.
Alguns dos componentes do índice de preços ao produtor são incorporados ao cálculo das medidas de inflação do PCE. Mas, desde agosto, o governo está fazendo alterações na forma como calcula os preços dos serviços de gestão de carteira e consultoria de investimentos, serviços jurídicos e software e acessórios de computador, o que mudará o impacto dos preços ao produtor sobre o índice PCE.