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Márcio Rosa indica que eventual reciprocidade do Brasil sobre EUA não seria aplicada neste ano

19 ago 2026 - 15h45
(atualizado em 20/8/2026 às 15h13)
Resumo
O ministro Márcio Rosa indicou que eventuais medidas de reciprocidade do Brasil contra tarifas impostas pelos EUA dificilmente serão aplicadas neste ano, devido aos ritos do processo, podendo ficar para o próximo governo. A resposta avalia sobretaxas de até 37,5% sobre 2 mil itens brasileiros, motivadas por alegações de práticas injustas. Enquanto o governo realiza consultas internas, a prioridade segue sendo negociar uma solução diplomática antes do término de 2024.

Uma eventual decisão ‌de impor medidas de reciprocidade sobre os Estados Unidos poderá ficar para o próximo governo, apontou nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa.

Em ⁠entrevista a jornalistas, Rosa afirmou que o ‌protocolo para aplicação da reciprocidade segue um rito que dificilmente seria concluído ‌antes de dezembro deste ano. ‌No momento, o governo faz consultas ⁠internas em uma série de ministérios sobre o efeito das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos brasileiros.

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"Acho que não terá tempo para terminar antes de dezembro nenhum processo ‌de reciprocidade, mas a minha expectativa é ‌que a ⁠gente consiga ⁠negociar e resolver, ou pelo menos aplacar minimamente as ⁠questões dos ‌Estados Unidos, antes ‌do final do ano", afirmou.

O país norte-americano impôs, a partir de julho, novas tarifas sobre parte das exportações brasileiras, chegando a ⁠37,5% para alguns produtos, sob alegação de práticas comerciais injustas e de uma legislação fraca para combater o trabalho forçado, entre outras questões.

Em ‌agosto, o governo brasileiro informou que iniciou processo de reciprocidade em relação às tarifas, ⁠que atingem cerca de 2 mil produtos brasileiros vendidos aos EUA.

Mais cedo nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter esperança de que o governo possa avançar no diálogo com os Estados Unidos após as eleições presidenciais de outubro.

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Rosa, no entanto, afirmou que as negociações tarifárias não estão atreladas ao período eleitoral, ao menos do lado brasileiro.

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