Mais da metade dos brasileiros (55%) se identifica como cliente de banco digital, fintech ou provedor de pagamentos que oferece a modalidade Compre agora, Pague depois (BNPL), segundo o estudo "Consumer Pulse" da TransUnion, empresa global de informação e insights que atua como DataTech.
O resultado indica uma consolidação da preferência da população por serviços bancários digitais e fintechs. Dos entrevistados, 42% afirmaram ser clientes dessas instituições há mais de três anos.
A pesquisa também avaliou a confiança dos entrevistados e revelou que 63% dos respondentes retornariam ou continuariam a usá-las para novos produtos financeiros, como empréstimos e cartões de crédito. Entre as razões para essa preferência estão a experiência positiva proporcionada pelo provedor atual (63%) e ofertas proativas, como aumentos no limite de crédito (24%).
Com relação à opção preferida para solicitar um novo empréstimo digital, 29% dos entrevistados indicaram que recorreriam a instituições tradicionais nas quais já mantêm contas ou produtos de crédito, o que demonstra a relevância dos bancos convencionais, apesar do avanço das fintechs.
"O estudo confirma que a experiência e a inovação são fatores decisivos na escolha das instituições financeiras. As fintechs se consolidaram como protagonistas na jornada digital e inclusão de novos consumidores no sistema bancário, enquanto os bancos tradicionais preservam espaço ao oferecer confiança e relacionamento aos clientes tradicionais", afirma Helena Leite, especialista de mercado do setor bancário da TransUnion Brasil.
O levantamento também apurou em que medida os brasileiros recorrem a fontes alternativas de crédito, como cartão emitido por varejistas — supermercados ou lojas de roupas, por exemplo. A opção foi citada por 40% dos entrevistados, sinalizando alta adesão entre a geração Z. Além disso, 21% dos consumidores já realizaram compras parceladas diretamente com varejistas, demonstrando diversificação no acesso a crédito para o consumo diário.
A pesquisa foi realizada entre 25 de setembro e 7 de outubro de 2025 pela TransUnion, em parceria com o provedor terceirizado de pesquisa Dynata. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de ±3,1 pontos porcentuais.