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Klabin vê El Niño pressionando operações até 1º tri de 2027

29 out 2026 - 11h45
(atualizado às 12h24)
Resumo
As fortes chuvas causadas pelo El Niño no Paraná devem pressionar as operações e custos da Klabin até o primeiro trimestre de 2024, embora não haja risco de desabastecimento de madeira. Além do clima, a alta dos combustíveis ligada a conflitos globais afeta os resultados e atrasa a desalavancagem financeira da empresa. O cenário deve manter o quarto trimestre sob pressão, com expectativa de redução de custos operacionais mais expressiva apenas a partir de 2028, com o uso de florestas próprias.

A Klabin avalia que ‌as fortes chuvas que estão atingindo o Paraná desde setembro devem continuar impactando as operações da companhia até o primeiro trimestre do próximo ano, afirmou o presidente da maior produtora de papel para embalagens do Brasil, nesta quinta-feira.

"Entendemos que as chuvas perderão força ⁠a partir de janeiro, mas devem impactar o primeiro trimestre ‌do ano que vem", disse Cristiano Teixeira, em conferência com analistas após a publicação de resultados de terceiro trimestre da Klabin ‌na véspera.

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A Klabin concentra suas plantações ‌de madeira pinus no Paraná e, segundo Teixeira, setembro ⁠foi marcado por 350 milímetros de chuvas nas áreas da empresa, seguido por um outubro com 400 milímetros e novembro sinaliza volume de chuva semelhante.

"Operar três meses com média de 400 milímetros de chuva traz uma dificuldade operacional muito grande", afirmou o presidente ‌da Klabin, afirmando que espera que os custos adicionais de operação ‌gerados pelo El ⁠Niño cessem totalmente ⁠a partir do segundo trimestre do ano que vem.

Apesar da situação, Teixeira ⁠disse que a Klabin não ‌corre o risco de ‌desabastecimento de madeira para suas fábricas.

A diretora financeira, Gabriela Woge, afirmou que outro efeito de pressão sobre os custos da Klabin, a alta do preço do combustível, deve prosseguir além ⁠do El Niño, em função do prolongamento da guerra no Oriente Médio.

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"No curto prazo, imaginamos que deveremos ter um quarto trimestre muito parecido com o terceiro trimestre, ainda bastante impactado por esses dois eventos", afirmou a ‌executiva.

Os efeitos também estão retardando a velocidade de desalavancagem financeira da empresa, disse Woge. "Gostaríamos que o ritmo fosse mais rápido, mas ⁠estamos estáveis, ao redor de 3,3 vezes, dada a condição do mercado."

A Klabin espera uma redução de custos mais significativa, porém, a partir de 2028, quando a companhia deverá trabalhar de maneira mais intensa com madeira pinus própria plantada mais de uma década antes, disse Teixeira, explicando que o ciclo de corte de pinheiros é mais longo que o de eucaliptos.

"Ainda temos um par de anos, provavelmente 2027 e início de 2028, com alguma pressão de distância", disse o executivo. "A partir do segundo semestre de 2028 e 2029 começaremos a colher madeira própria", afirmou.

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