Índice STOXX 600 marca 8º mês em alta com impulso de balanços e receios sobre crédito afetam bancos

27 fev 2026 - 15h15

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em recorde nesta sexta-feira, registrando seu oitavo mês consecutivo de ganhos após atualizações corporativas melhores do que o esperado, enquanto bancos de grande porte caíram em meio a preocupações com o crédito ⁠e perturbações provocadas pela inteligência artificial (IA).

Bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha
23 de janeiro de 2026
REUTERS
Bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha 23 de janeiro de 2026 REUTERS
Foto: Reuters

O STOXX 600 fechou em ‌alta de 0,11%, a 633,85 pontos, elevando seus ganhos semanais para 0,5%. Agora, ele está em sua maior sequência ‌mensal de ganhos desde 2012 a ‌2013.

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Mas o setor de bancos caiu 1,7% nesta sexta-feira, ⁠sua maior baixa em um dia em duas semanas. O Barclays caiu 4,2% após reportagens afirmarem que os bancos enfrentam perdas potenciais relacionadas ao colapso da provedora de hipotecas britânica Market Financial Solutions (MFS).

O Santander perdeu 2,8%, pois é proprietário da Atlas SP ‌Partners —— uma instituição financeira que concede empréstimos à MFS —— junto com ‌outros bancos.

"O estresse ⁠recente observado no ⁠mercado de crédito privado, ligado à liquidação (nas ações) de empresas de ⁠software neste mês, está sendo ‌superado por preocupações com ‌possíveis irregularidades no setor hipotecário", disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank.

Grande parte de fevereiro foi dominada por preocupações de que novas ferramentas de IA possam desorganizar ⁠negócios tradicionais e corroer seus lucros, juntamente com a confusão sobre o comércio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado a imposição de uma nova tarifa global.

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No entanto, investidores se ‌confortaram com a melhora geral das perspectivas corporativas na Europa, conforme atualizações do HSBC , da Nestlé e da Capgemini melhoraram o humor ⁠de investidores.

Investidores migraram para ações dos setores de saúde e de alimentos e bebidas , com alta de 1% e 1,5%, respectivamente, que são considerados setores tradicionalmente defensivos em meio às preocupações do mercado.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,59%, a 10.910,55 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX registrou variação negativa de 0,02%, a 25.284,26 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,47%, a 8.580,75 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,46%, a 47.209,89 pontos.

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Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,73%, a 18.360,80 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,09%, a 9.276,09 pontos.

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