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Ibovespa salta quase 3% e orbita 178 mil pontos, após inflação reforçar aposta de queda da Selic em agosto

10 jul 2026 - 17h07
(atualizado às 17h35)

O Ibovespa fechou em alta de quase ‌3% nesta sexta-feira, orbitando os 178 mil pontos, patamar que não alcança desde maio, após dados de inflação endossarem apostas de queda da taxa Selic em agosto. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,97%, a 177.866,37 pontos, terminando na máxima do dia, com praticamente todas as ações no azul. A última vez que o Ibovespa superou 178 mil pontos foi em 21 de maio, durante o ⁠pregão.

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Na mínima desta sexta-feira, marcou 172.760,66 pontos.  O volume financeiro somou R$25,17 bilhões.

Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou um ‌ganho de 2,18% na semana, a terceira com sinal positivo. Em julho, acumula até o momento alta de 3,40%.

O IPCA subiu 0,16% em junho, após aumento de 0,58% em maio, informou o IBGE, na leitura ‌mensal mais baixa desde outubro (+0,09%).  Expectativas em pesquisa da Reuters apontavam ‌alta de 0,31% na comparação mensal.

De acordo com o chefe de economia no Brasil e ⁠de estratégia para América Latina no Bank of America, David Beker, resultado de junho trouxe um índice cheio e uma composição mais favoráveis do que o esperado.

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"Apesar de alguns itens específicos terem exercido forte pressão baixista sobre o resultado, a desinflação também ficou evidente em indicadores mais amplos e relevantes, como o índice de difusão e as medidas de núcleo", avaliou, em relatório a clientes.

Após a divulgação do IPCA, citando ‌também o cenário externo mais favorável, com o barril do petróleo abaixo de US$80 e dados de emprego ‌dos EUA mais fracos na semana ⁠passada, Beker passou a ver ⁠corte de 0,25 ponto percentual na Selic próxima reunião do Copom, de manutenção anteriormente.

O próximo encontro do Comitê de ⁠Política Monetária (Copom) está previsto para 4 e 5 de agosto. ‌Atualmente, a Selic está em 14,25% ‌ao ano.  

Para a reunião seguinte, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, Beker afirmou que o cenário-base continua sendo de manutenção dos juros, "mas há risco" de um novo corte de 0,25 ponto, dependendo da evolução dos preços do petróleo. 

Nesta sexta-feira, o barril do petróleo sob o ⁠contrato Brent fechou com declínio de 0,38%, a US$76,01, enquanto, em Wall Street, o último pregão da semana foi marcado por variações modestas, com o S&P 500 fechando em alta de 0,42%, em uma sessão de relativa calma no cenário geopolítico.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que o Irã pediu para continuar as negociações e que os EUA concordaram, ‌mas que o cessar-fogo de junho "acabou".

"A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as negociações. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!", escreveu ⁠ele.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 4,02%, em dia bastante positivo entre os bancos do Ibovespa. O índice do setor financeiro avançou 4,12%, ajudado ainda por B3 ON, com acréscimo de  4,26%.

• VALE ON fechou em alta de 1,41%, alinhada aos futuros do minério de ferro na China. No setor, CSN ON foi um dos destaques do setor com acréscimo de 7,92%.

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• PETROBRAS PN subiu 1,12%, acompanhando o maior apetite comprador na bolsa brasileira, mesmo com variações modestas dos preços do petróleo. No setor, PRIO ON cedeu 0,29%, única queda do Ibovespa no dia.

• MAGAZINE LUIZA ON disparou 7,41%, endossada pelo alívio na curva futura de juros após os dados do IPCA, que apoiou empresas sensíveis a juros como um todo. O índice de consumo na B3 fechou com elevação de 2,88%.

• MRV&CO ON avançou 1,01%, com prévia operacional do segundo trimestre também sob os holofotes, além do movimento de queda nas taxas dos DIs. O índice do setor imobiliário na B3 subiu 3,9%.

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