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Dólar acompanha exterior e cai para a faixa dos R$5,10

10 jul 2026 - 17h13
(atualizado às 17h28)

O dólar fechou a sexta-feira ‌em baixa no Brasil e novamente na faixa dos R$5,10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, onde o conflito no Oriente Médio seguiu no foco das atenções.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos R$5,1078, a menor cotação de fechamento desde 16 de junho, quando atingiu R$5,0894. Na semana, ⁠a moeda acumulou baixa de 1,18% e, no ano, recuo de 6,94%.

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Às 17h03, o dólar ‌futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,17% na B3, aos R$5,1340.

No exterior, o dólar sustentou perdas ante o iene após a ministra das Finanças do ‌Japão, Satsuki Katayama, afirmar que o governo quer incentivar ‌fundos de pensão a aumentarem suas participações em ativos financeiros nacionais.

Além disso, a moeda ⁠norte-americana recuou ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o peso mexicano, ainda que o cenário da guerra no Oriente Médio seguisse nebuloso.

Dados de rastreamento mostraram que navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, enquanto 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo Pérsico desde terça-feira, mas o tráfego ‌diário geral diminuiu à medida que as tensões entre EUA e Irã se intensificaram.

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Durante a manhã, ‌o presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, disse que o ⁠país concordou em negociar com o Irã, depois que Teerã pediu a continuação das discussões, mas acrescentou que ⁠o cessar-fogo entre as duas nações "acabou".

O mercado no ‌Brasil se alinhou à tendência ‌externa e o dólar cedeu ante o real. Após marcar a máxima de R$5,1278 (+0,08%) às 11h33, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0985 (-0,49%) às 13h28. Da máxima para a mínima a divisa oscilou apenas 0,57%, uma indicação de que as margens ⁠foram estreitas.

No início do dia o destaque no Brasil foi a divulgação do IPCA, o índice oficial de inflação, referente a junho, que subiu 0,16%, ficando abaixo da taxa de 0,58% de maio e da projeção de 0,31% dos analistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até junho, conforme o Instituto Brasileiro ‌de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação ficou em 4,64%, abaixo dos 4,80% projetados.

O resultado abaixo do esperado fortaleceu no mercado a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do ⁠Banco Central possa promover mais um corte de 25 pontos-base da Selic no início de agosto -- algo que já vem sendo precificado no mercado. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.

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A perspectiva de corte da Selic, somada à possibilidade de elevação dos juros norte-americanos -- hoje na faixa de 3,50% a 3,75% -- sugere um estreitamento do diferencial de juros entre Brasil e EUA, o que em tese pode reduzir a atratividade brasileira ao capital externo.

Nos últimos meses, esse diferencial de juros vinha sendo apontado como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,06%, a 100,970.

(Edição de Isabel Versiani)

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