HSBC Brasil quer chegar a top 10 do banco no mundo, diz CEO

17 jun 2026 - 08h18

O HSBC Brasil aposta no ritmo ‌recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo da instituição, Alexandre Guião.

"Nós queremos ser top 10, nós queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante", disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação ⁠brasileira já figura no top 20 do HSBC que está presente em 55 ‌países.

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Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento ‌de 39% na receita, após fechar 2025 ‌com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma ⁠alta de 12% frente a 2023.

E ressaltou ainda que essa expansão é significativamente maior quando consideradas as operações originadas no país, mas contabilizadas no exterior.

"Nós estamos com um crescimento super forte", afirmou. Em 2025, o HSBC Brasil teve lucro líquido de R$216,2 milhões, alta de 30,4% ante o ano anterior.

Desde ‌a venda da operação de varejo no país, concluída em 2016, o HSBC ‌se reposicionou no Brasil ⁠e hoje é ⁠uma instituição focada no atacado, que atende cerca de 800 grupos econômicos, a maioria ⁠multinacionais.

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O banco tem concentrado esforços em ‌atender grandes empresas com presença ‌internacional e conectar fluxos financeiros entre países, usufruindo da "globalidade" da operação.

Internamente, as áreas de pagamentos e tesouraria têm sido as principais responsáveis pelo avanço da receita, refletindo a demanda de multinacionais por soluções integradas ⁠entre diferentes países.

O banco tem apostado em customização para competir com instituições maiores no país, incluindo projetos como soluções de conciliação financeira automatizada.

Guião destacou a relevância do fluxo comercial entre Brasil e Ásia, especialmente com a China, para a expansão das ‌receitas. Nesse eixo, citou, o Brasil já figura entre os dez maiores mercados do HSBC em termos de receita.

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Apesar do desempenho, o executivo destacou ⁠desafios no cenário brasileiro, sobretudo os juros elevados e risco fiscal, fatores que impactam o crédito corporativo.

O HSBC Brasil precisou registrar no balanço deste ano provisões relacionadas a operações com a produtora de açúcar e etanol Raízen e o varejista GPA, que buscaram acordo com credores para reestruturação de suas dívidas.

Guião disse que esses casos recentes levaram o banco a reforçar a cautela na concessão de crédito, mas ressaltou que o banco continua apostando no crescimento.

Ele apontou que setores como infraestrutura, energia e o agronegócio seguem com boas oportunidades, mas também destacou projetos ligados à transição energética, lembrando que o HSBC tem metas globais ambiciosas de financiamento nessa área.

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