H&M; quer abrir mais sete lojas no Brasil após lucro global superar expectativas; saiba onde

Rede sueca afirmou que Paraguai se tornará novo mercado neste ano e que passará a operar online na Ucrânia no primeiro trimestre, segundo relatório

29 jan 2026 - 10h34
(atualizado às 11h22)

A rede sueca de fast-fashion H&M reforçou sua estratégia de expansão em mercados de crescimento ao destacar, em seu balanço anual de 2025, o avanço das operações na América Latina, com foco no Brasil. Após a abertura de quatro lojas no País, a empresa já tem planos concretos: sete novas lojas, com a primeira no Rio de Janeiro, estão contratadas para abrir, segundo o balanço.

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A primeira loja física da marca foi inaugurada em agosto do ano passado, no shopping Iguatemi, na avenida Faria Lima, em São Paulo, onde predomina o comércio de luxo. Depois vieram mais três lojas, no Shopping Anália Franco, no MorumbiShopping e no Shopping Parque Dom Pedro (Campinas).

Para 2026, outras sete lojas serão abertas: duas no Rio de Janeiro (uma delas no RioSul), duas no Rio Grande do Sul (shoppings Iguatemi e Praia de Belas) e uma em Sorocaba (Esplanada), além de dois novos pontos físicos que já estão contratados. Os locais ainda não foram divulgados.

Ainda no plano de expansão, a H&M afirmou que o Paraguai se tornará um novo mercado da companhia neste ano e que passará a operar online na Ucrânia no primeiro trimestre, segundo o relatório.

No quarto trimestre fiscal, o lucro operacional subiu para 6,36 bilhões de coroas suecas (US$ 719 milhões), ante 4,62 bilhões (US$ 522 milhões) um ano antes, superando a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam 5,83 bilhões de coroas (US$ 659 milhões).

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H&M alertou que vendas entre dezembro e janeiro devem recuar 2%, citando o efeito de uma Black Friday forte e fatores sazonais
H&M alertou que vendas entre dezembro e janeiro devem recuar 2%, citando o efeito de uma Black Friday forte e fatores sazonais
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

No período, as vendas recuaram 4,8%, para 59,22 bilhões de coroas suecas (US$ 6,69 bilhões), ainda assim abaixo da projeção de 59,66 bilhões de coroas (US$ 6,74 bilhões) A margem bruta avançou para 55,9%, ante 54,6% um ano antes.

A companhia destacou ainda a melhora na gestão de estoques, que caíram 12% no período, apoiada por "uma cadeia de suprimentos mais eficiente e flexível" e maior volume de compras dentro da própria estação. Segundo o balanço, novos centros logísticos na Europa começarão a entrar em operação em 2026, para melhorar a disponibilidade de produtos tanto nos canais digitais quanto nas lojas físicas.

Para o início do novo exercício, a H&M alertou que as vendas entre dezembro e janeiro devem recuar 2% em moedas locais, citando o efeito de uma Black Friday forte no fim de novembro e fatores sazonais. A empresa também apontou que o impacto de tarifas e do fortalecimento da coroa sueca sobre as margens tende a ser mais negativo no primeiro trimestre de 2026.

Por volta das 10h04 (de Brasília), a H&M caía 1,66% em Estocolmo.

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